sábado, outubro 24, 2020
Outros

    Ações de bancos afundam no mercado financeiro após investigação de lavagem de dinheiro

    Em Destaque

    Desemprego diante da pandemia bate recorde no Brasil em setembro, aponta IBGE

    O desemprego diante da pandemia do novo coronavírus bateu recorde em setembro, apontam os dados divulgados nesta...

    Arezzo anuncia compra de rede de moda Reserva em operação de R$ 715 milhões

    A Arezzo anunciou nesta sexta-feira (23) que seu conselho de administração aprovou acordo de combinação de negócios...

    Governo anunciará 2 mil simplificações trabalhistas, diz Guedes

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo anunciará em “uma ou duas semanas” a...

    HSBC, Deutsche Bank, ING e outras instituições financeiras sofriam perdas nesta segunda-feira (21) nas bolsas de valores após revelações de um consórcio de jornalistas mostrarem que gigantes bancários transferiram mais de US$ 2 trilhões em recursos suspeitos ao longo de quase duas décadas.

    Em Frankfurt, o Deutsche Bank fechou o dia com queda de 8,76%, enquanto o Standard Chartered caiu 5,82% em Londres.

    Em Hong Kong, a ação do HSBC atingiu o menor nível em 25 anos, fechando em queda de 5,33%. Além do fato de que o grupo foi citado pela investigação do consórcio de jornalistas, pode enfrentar sanções de Pequim como parte das medidas retaliatórias contra certos países estrangeiros.

    Também citado no caso, o banco ING perdeu 9,27% em Amsterdã. De acordo com relatos da imprensa holandesa, a filial do banco na Polônia ajuda clientes a enviar fundos suspeitos para fora da Rússia há anos.

    Na Bolsa de Paris, Société Générale perdeu 7,66%.

    A onda de choque também foi sentida do outro lado do Atlântico: no meio da sessão em Wall Street, o gigante JPMorgan Chase perdia 4,08%. Por sua vez, o Bank of America caía 3,89%, enquanto Morgan Stanley e Wells Fargo caíam 4,5% e 5%, respectivamente.

    Denúncia de dinheiro sujo

    Em pesquisa realizada por 108 meios de comunicação internacionais de 88 países, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), denuncia as deficiências na regulamentação do setor.

    “Os lucros das guerras assassinas das drogas, fortunas desviadas dos países em desenvolvimento e economias arduamente conquistadas roubadas em esquemas de pirâmide puderam entrar e sair dessas instituições financeiras, apesar dos avisos dos próprios funcionários dos bancos”, detalha a investigação.

    A investigação é baseada em milhares de “relatórios de atividades suspeitas” (SARs) entregues à polícia financeira do Tesouro dos Estados Unidos, FinCen, por bancos em todo o mundo, mas “mantidos fora da vista do público”.

    A investigação aponta em particular para 5 grandes bancos – JPMorgan Chase, HSBC, Standard Chartered, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon – acusados de terem continuado a transitar dinheiro de criminosos, mesmo depois de terem sido processados ou condenados por má conduta financeira.

    De acordo com o ICIJ, quantias astronômicas de dinheiro sujo passaram pelos maiores bancos do mundo durante anos.

    Esses documentos referem-se a US$ 2 trilhões em transações, entre 1999 e 2017. Seria dinheiro oriundo de drogas e atos criminosos ou mesmo de fortunas desviadas de países em desenvolvimento.

    O que dizem os bancos

    O HSBC se defendeu respondendo aos repórteres que sempre cumpriu com suas obrigações legais ao relatar atividades suspeitas. Em nota, apresentou as acusações do ICIJ como antigas e anteriores a um acordo firmado sobre o assunto em 2012 com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    O banco diz que desde então revisou sua capacidade de combater o crime financeiro em mais de 60 jurisdições, apresentando-se como “uma instituição muito mais segura do que era em 2012”.

    Em comunicado, o Deutsche Bank assegurou que as revelações do Consórcio eram de fato informações “bem conhecidas” por seus reguladores e disse que “dedicou recursos significativos para fortalecer seus controles que está sendo extremamente cuidadoso para cumprir (suas) responsabilidades e (suas) obrigações”.

    O ING, por sua vez, afirmou que cessou a sua relação em 2018 com uma das empresas incriminadas por ter colaborado com a sua filial polonesa e que se preparava para o fazer com a segunda.

    Nos últimos anos, os bancos aumentaram os investimentos em tecnologia e em equipes para lidar com os requisitos regulatórios mais rígidos de combate à lavagem de dinheiro e sanções em todo o mundo.

    Milhares de clientes tiveram contas bancárias fechadas em grandes centros de riqueza, incluindo Hong Kong e Cingapura, após um escândalo de lavagem de dinheiro na Malásia, além do “Panama Papers” e um impulso global para a transparência tributária.

    Fonte: G1

    Serviços

    Investimento em Empresas

    O mercado de aquisições de empresas está bem ativo e atraente considerando dois aspectos: O Dólar alto e a SELIC baixa.

    Buscamos Empreendedores para parcerias.

    Foto: Moyses Samuel, Presidente do grupo Profiting. Estamos selecionando empresários, em âmbito nacional, que possuam negócios que precisam ser...

    Recuperação de tributos próprios

    Sua empresa pode melhorar o fluxo de caixa se houver créditos tributários nos últimos 5 anos.

    Há sempre possibilidades de melhorias

    "O Brasil possui excelentes profissionais de consultoria. Nesta crise é necessário muita dedicação na busca de soluções para os problemas. Em situações...

    Quanto a minha empresa perdeu de valor na Pandemia?

    Algumas empresas aumentaram seu valor na pandemia. Outras, perderam. É importante saber qual o ganho ou qual a perda nesse momento? A...

    Últimas Notícias

    Economia repassará R$ 60 mi para Meio Ambiente combater queimadas

    O Ministério da Economia informou hoje (23) que repassará R$ 60 milhões para o Ministério de Meio...

    Streaming da Amazon cresce mais do que a Netflix, diz pesquisa

    O Amazon Prime Video foi o serviço que mais cresceu durante a pandemia do novo coronavírus. Ao...

    Veja outras matérias