domingo, fevereiro 28, 2021
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    Apple alerta sobre cuidados no uso do iPhone 12 por pessoas com marca-passo

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    A Apple publicou nesta segunda-feira (25) uma página de suporte em português sobre os cuidados que pessoas com marca-passo ou outro dispositivo eletrônico cardíaco implantável (DCI) devem ter ao usar os novos iPhone 12.

    O material foi divulgado algumas semanas depois de um estudo nos Estados Unidos sugerir que um iPhone 12 poderia desativar um marca-passo desfibrilador.

    O alerta está relacionado com o fato de a nova linha dos celulares possuir mais ímãs do que modelos anteriores do iPhone.

    Na nova geração, a fabricante adicionou um recurso chamado MagSafe, para encaixar acessórios como carregadores sem fio, capinhas e carteiras para cartão de crédito por meio de magnetismo.

    A empresa afirma que quem possui marca-passo deve manter uma distância de 15 cm entre o celular e o implante para ter mais segurança. Se o celular estiver carregando em uma base sem fio, o recomendável é ficar a 30 cm de distância.

    A Apple pede para que as pessoas confirmem com seus médicos se é preciso manter essa distância entre o dispositivo médico que usam e o iPhone.

    “Embora todos os modelos de iPhone 12 contenham mais ímãs que os modelos anteriores de iPhone, não se espera que eles representem maior risco de interferência magnética em dispositivos médicos que os modelos anteriores de iPhone”, diz o aviso da empresa.

    Martino Martinelli, diretor da unidade de estimulação cardíaca do Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, explica que DCIs modernos possuem filtros que não restrigem o uso da maioria dos aparelhos celulares, mas que o estudo publicado na revista “Heart Rhythm Journal” mostrou que o novo iPhone tem um ímã mais potente.

    “No geral, é pouco provável que haja interferência com os filtros atuais dos dispositivos cardíacos, mas o estudo mostrou que pode acontecer com o iPhone 12” disse o cardiologista ao G1.

    Martinelli explicou que existem três tipos de marca-passo: o tradicional, o ressincronizador e o desfibrilador – esse último dá choques que interrompem uma arritmia grave, como um ataque cardíaco.

    O artigo científico mostrou que o iPhone 12 causa interferência eletromagnética especificamente em desfibriladores, o que pode fazer com que ele deixe de dar um choque quando necessário.

    O estudo

    O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto Vascular e do Coração do Hospital Henry Ford, nos EUA, apontou que um iPhone 12 colocado próximo da área esquerda do peito de um paciente suspendia o funcionamento do seu DCI.

    Os pesquisadores apontaram que descobertas semelhantes já foram feitas com outros aparelhos eletrônicos.

    A recomendação de distância pode valer para outros celulares que possuem componentes que emitem campos eletromagnéticos, especialmente se o paciente utilizar um dispositivo médico mais antigo.

    “O que pode haver é que tenha gente com aparelho de mais de 10 anos. É raro, mas pode ter. São indivíduos que são pouco dependentes do aparelho, a bateria dura muito e aí vale essa recomendação” disse médico do InCor.

    Uma página da Agência de Alimentos e Medicamento (FDA) dos EUA, equivalente à Anvisa, tem uma lista de precauções que pessoas com marca-passo devem seguir. Entre elas:

    • segurar o celular no ouvido oposto do lado do corpo em que o marca-passo foi implantado;
    • evitar colocar um celular ligado próximo ao marca-passo, como deixá-lo no bolso de uma jaqueta que esteja diretamente sobre o implante.

    O órgão diz ainda que são raros os eventos de interferência, mas caso aconteçam podem impedir que o marca-passo envie os pulsos estimulantes que regulam o ritmo cardíaco, fazer com que envie pulsos de forma irregular ou envie pulsos em ritmo fixo.

    Fonte: G1

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