quinta-feira, março 4, 2021
Outros

    Bolsonaro agora quer tirar CEO do BB; ação despenca mais de 11%

    Em Destaque

    Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking

    Com o tombo histórico de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, o Brasil saiu do ranking das...

    Descontrole da pandemia, risco fiscal, populismo econômico e dólar forte: as 4 incertezas da economia em 2021

    Várias incertezas pairam sobre o Brasil e já começam a minar as expectativa para a retomada da economia brasileira...

    Bancos propõem compra do controle da Empiricus e da Vitreo

    O grupo que comanda a casa de research Empiricus e a corretora Vitreo está no meio de um processo...

    Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que quer demitir o então presidente da Petrobras Roberto Castello Branco e indicar um general para o cargo, outra estatal está na mira: o Banco do Brasil. As ações do banco (BBAS3) recuam mais de 11% perto do meio-dia.

    No fim de semana, Bolsonaro afirmou que era preciso” trocar as peças, que porventura, não estejam dando certo” e afirmou que nesta semana “tem mais”.

    Segundo coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, está na lista das próximas trocas previstas por Bolsonaro. De acordo com o colunista, seu contrato, que acaba em março, não será renovado.

    No início do ano, Bolsonaro não gostou da repercussão negativa entre políticos e sindicalistas da divulgação pelo banco de um plano de demissão voluntária e de fechamento de agências. Na época, Bolsonaro chegou a pedir a cabeça do executivo, mas mudou de ideia após intervenções do ministro Paulo Guedes e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que apelaram por sua permanência.

    Na sexta-feira, 19, a interferência do governo na Petrobras levou as ações da empresa (PETR3/PETR4) a caírem cerca de 7%. Mas a queda não parou por aí. Após a confirmação da saída de Castello Branco, as ADRs da companhia despencavam mais de 20% no mercado americano na manhã desta segunda-feira, 22.

    Tudo indica que a reação de cautela dos investidores, hoje, também irá se alastrar para ações de outras estatais, especialmente as do Banco do Brasil (BBAS3) e as da Eletrobras (ELET3/ELET6).

    “A sequência de comunicados de sexta até ontem foi cada um pior que o outro. É um cenário catastrófico para todas as estatais. Se cogita até a saída de Guedes no primeiro semestre”, diz André Machado, fundador do projeto Os 10%.

    No fim de semana, os papéis de ambas as companhias tiveram recomendação rebaixada pelo Credit Suisse e nesta segunda analistas da EXAME Invest Pro recomendaram a venda das ações do Banco do Brasil.

    Como justificativa para a recomendação negativa, Bruno Lima, analista-chefe da casa, cita a “perda de confiança na condução das melhores práticas para gerar valor ao acionista”.

    No ano, as ações do Banco do Brasil têm o pior desempenho entre as dos grandes bancos do país, com desvalorização acumulada de 15,4%. Santander, Itaú e Bradesco têm respectivas perdas de 12,6%, 10% e 9,3%. Após o pregão desta segunda, a diferença entre o Banco do Brasil e os outros bancos deve se tornar ainda maior.

    Fonte:Exame

    Serviços

    Últimas Notícias

    Google vai parar de vender anúncios com base em navegação de usuários

    O Google planeja parar de vender anúncios com base na navegação de usuários por múltiplos sites, uma mudança que...

    IPOs no Brasil fazem brilhar os olhos de bancas americanas

    A retomada dos IPOs no Brasil — que só nos dois meses deste ano já movimentou quase 40 bilhões...

    Veja outras matérias