segunda-feira, março 1, 2021
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    Bovespa cai quase 5% com intervenção na Petrobras; ações da estatal recuam em 20%

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    A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em forte queda nesta segunda-feira (22), após o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado na noite de sexta-feira a indicação de um novo presidente-executivo para a Petrobras e com agentes financeiros enxergando aumento relevante de risco de ingerência governamental nas demais estatais.

    O Ibovespa caiu 4,87%, a 112.667 pontos. Na mínima do dia, o índice foi a 111.650 pontos.

    A principal pressão no índice vem do tombo nos papéis da Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) derretiam 20,48%, a R$ 21,55, e as preferenciais (PETR4) tinham baixa de 21,51%, a R$ 21,45. A empresa tem peso de 10,27% no Ibovespa.

    Na bolsa de Nova York, a Nyse, o tombo era semelhante. As ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras recuavam 20,25%.

    Segundo levantamento da Economatica, com o tombo nas cotações, a Petrobras perdeu em poucas horas nesta segunda-feira quase R$ 75 bilhões em valor de mercado. Foi a segunda maior queda diária em valor da mercado da Petrobras desde o início do plano Real. Na sexta-feira, a petroleira já tinha encolhido R$ 28 bilhões.

    Os temores se estendem à intervenção do governo federal na política de preços do setor de energia e na gestão de estatais. Além da petroleira, o Banco do Brasil acumulou perda expressiva. A Eletrobras começou o dia em queda, mas se recuperou.

    • Banco do Brasil (BBAS3): -11,65%
    • Eletrobras (ELET3): -0,69%
    • Eletrobras (ELET6): -0,17%
    • Petrobras (PETR3): -20,48%
    • Petrobras (PETR4): -21,51%

    Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,64%, a 118.420 pontos, acumulando baixa de 0,84% na semana. Na parcial do mês, o índice acumulou queda de 2,01%. No ano, a queda está em 5,26%.

    O dólar também teve dia turbulento. A moeda norte-americana teve alta de 1,26%, a R$ 5,4554.

    Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1 Economia

    Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1 Economia

    Cenário

    Na noite de sexta-feira, Bolsonaro anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco, gerando muitas críticas. Para que a troca na presidência da Petrobras seja concretizada, a indicação ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião prevista para esta terça-feira (23).

    No sábado, Bolsonaro disse que precisa “trocar as peças que porventura não estejam funcionando”. E que, “na semana que vem, teremos mais”, sem dar mais detalhes. Bolsonaro também disse no sábado que vai “meter o dedo na energia elétrica”, e que, se a imprensa está preocupada com a troca, “na semana que vem teremos mais”.

    A decisão e Bolsonaro de trocar o comando da Petrobras repercutiu negativamente entre investidores, com vários analistas cortando a recomendação dos papéis, bem como reduzindo preços-alvo. A XP Investimentos, por exemplo, cortou a recomendação para os papéis da Petrobras de “neutro” para “venda” no domingo, em relatório sob o título “Não há mais como defender”.

    “As declarações recentes do presidente acendem um enorme sinal amarelo – senão vermelho ao cenário político local”, afirmou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, em comunicado a clientes.

    Na cena doméstica, os investidores continuam de olho também nas discussões em torno de mais gastos com Auxílio Emergencial para a população vulnerável, em meio às preocupações com a saúde das contas públicas e rompimento do teto de gastos – considerado a âncora fiscal do país neste momento.

    O relator da proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC), divulgou o parecer sobre o assunto nesta segunda.

    O texto propôs que os gastos com o auxílio neste ano fiquem fora da regra do teto de gastos, criada para controlar o aumento das despesas públicas e ajudar a reverter a trajetória de alta da dívida. De acordo com o texto divulgado pelo senador, o dinheiro para pagamento das novas parcelas do auxílio deve vir de crédito extraordinário, o que permite que essa despesa fique fora do teto de gastos.

    Além disso, a proposta acaba com os pisos para gastos em saúde e educação dos estados e municípios. Com isso, caso a proposta passe pelo Legislativo, os governantes ficam desobrigados de efetuar gastos mínimos nessas áreas.

    Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda mostrou que os analistas do mercado elevaram a estimativa de inflação em 2021 para 3,82%, acima da meta central, que é de 3,75%. A expectativa para a taxa Selic no fim de 2020 subiu de 3,75% para 4% ao ano. Já a projeção para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 foi reduzida de 3,43% para 3,29%.

    Fonte: G1

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