quinta-feira, janeiro 21, 2021
Outros

    Chega de autoengano! O governo Bolsonaro funciona

    Em Destaque

    Dívida, briga e frango frito: o inferno astral da IMC

    O inferno astral da International Meal Company (IMC), dona das redes Frango Assado e Viena, tem de...

    Crise gerada pela covid segura valor de aluguéis

    A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) disparou no ano passado, mas isso...

    Renault lança serviço de carro por assinatura mais barato do Brasil

    Engrossando um movimento iniciado por montadoras como Toyota, Audi, Volkswagen, Fiat e Jeep, no Brasil, a Renault...

    Artigo de Reinaldo Azevedo*

    Salim Mattar e Paulo Uebel, membros até esta terça-feira (11) da ala dita liberal daquele ajuntamento que toma Brasília, resolveram deixar suas respectivas secretarias. E, então, se falou em crise do governo Bolsonaro. Será mesmo? De qual governo?

    Uma ilustração. Nesta quinta, já em campanha eleitoral, o presidente foi ao Pará. Discursou: “[Mandei] a esse estado maravilhoso aqui, mesmo sem comprovação científica, mais de 400 mil unidades de cloroquina para o tratamento precoce da população. Eu sou a prova viva de que deu certo. Muitos médicos defendem esse tratamento. E sabemos que mais de 100 mil pessoas morreram no Brasil. Caso tivesse sido tratado (sic), lá atrás, com esse medicamento, poderiam essas vidas terem (sic) sido evitadas (sic). E mais ainda: aqueles que criticaram a hidroxicloroquina não apresentaram alternativas”.

    Emprega-se o advérbio latino “sic”, que significa, em tradução adaptada, “assim mesmo, com exclamação!”, quando uma transcrição traz erros, absurdos, disparates. Reparem que, em seu gramaticocídio homicida, Bolsonaro tentou dizer “vidas poupadas”, mas saiu “vidas evitadas”. Na sua fala, a diferença entre viver e morrer é um lapso.

    A primeira tentação é recorrer à metáfora do hospício para definir o que vai em Brasília. Seria um erro. Um ajuntamento de malucos não deve ser coisa bonita de se ver, mas a fealdade, suponho, é algo compensada pela inocência culposa. Fala-se aqui de atos dolosos.

    Oportunismos distintos resolveram se combinar na certeza de que dispunham de esperteza o suficiente para instrumentalizar o adversário interno e impor a sua, vá lá, agenda. Amalgamaram-se, assim, o reacionarismo delirante, o liberal-passadismo e o nacional-estatismo de uniforme.

    Já volto ao ponto. Não sem antes, adaptando Eça de Queirós aos fatos, retirar o manto diáfano da fantasia que cobre a nudez forte da verdade. E a verdade é que o governo Bolsonaro, à diferença do que dizem por aí, funciona e cumpre suas promessas.

    A Amazônia arde, e os investidores fogem. A Cultura tem a gramática do tal Mário Frias. A Educação está entregue a um defensor de castigos físicos para infantes, depois de ter sido ocupada por um lunático e por um analfabeto agressivo. O Itamaraty transformou a política externa na cloaca do mundo.

    Na Justiça, brilha um híbrido de Beria latino-americano com pastor de periferia. Na Saúde, um general tenta esconder, com sua feição opaca e seu corpanzil de burocrata do antigo Partido Comunista Búlgaro, a montanha de quase 106 mil mortos.

    Na coordenação política, outro general produz um ranking sobre a Covid-19 que tenta transformar em vitória a omissão oficial, buscando responsabilizar pela tragédia adversários políticos que, afinal, procuraram seguir as orientações da ciência.

    O saber técnico não tem importância na Esplanada em que Damares Alves brilha como peça de resistência. O que havia de política social no país foi para o ralo.

    Portarias, com a qual condescendeu Sergio Moro, o extremista de direita agora candidato a beato, armaram o país até os dentes. As Polícias Militares nunca mataram tantos pretos e pobres, é claro! Como o vírus. O governo Bolsonaro é, em suma, o que estava destinado a ser. O “Mito” foi eleito para isso.

    Então agora retomo o fio lá do primeiro parágrafo. Mattar e Uebel, os “liberais”, resolveram cair fora. Paulo Guedes gritou, pedindo socorro: “Debandada!” Os “Faria Limers” saíram em seu socorro.

    E fica combinado, para pacificar também o tal jornalismo econômico, que o teto de gastos será respeitado, que a agenda de reformas será retomada, que até se vai privatizar alguma coisa. Não vai dar certo, mas acalma.

    É claro que liberais de verdade não tentam emprestar luzes a reacionários com ou sem coturno. Nem em nome do mal menor.

    “E os que lá restaram, Reinaldo?” Não são liberais nem os que saíram nem os que ficaram. O liberalismo tem, sim, os seus pecados. Toda vez, no entanto, em que um dito liberal estiver servindo ao obscurantismo em nome das luzes, desconfie. Trata-se apenas de um obscurantista com uma lanterna na mão.

    *Reinaldo Azevedo, Jornalista, autor de “O País dos Petralhas”.

    Serviços

    Profiting faz Road Show para captar 20 Milhões.

    O recurso será investido em empresas associadas visando crescimento em vendas e aumento de produção. O mercado de aquisições...

    Buscamos Empreendedores para parcerias.

    Foto: Moyses Samuel, Presidente do grupo Profiting. Estamos selecionando empresários, em âmbito nacional, que possuam negócios que precisam ser...

    Recuperação de tributos próprios

    Sua empresa pode melhorar o fluxo de caixa se houver créditos tributários nos últimos 5 anos.

    Há sempre possibilidades de melhorias

    "O Brasil possui excelentes profissionais de consultoria. Nesta crise é necessário muita dedicação na busca de soluções para os problemas. Em situações...

    Quanto a minha empresa perdeu de valor na Pandemia?

    Algumas empresas aumentaram seu valor na pandemia. Outras, perderam. É importante saber qual o ganho ou qual a perda nesse momento? A...

    Últimas Notícias

    Os fatores que deixaram a bolsa brasileira na contramão do mercado dos EUA

    As principais bolsas americanas fecharam em alta nesta terça-feira, 19, que representa o último dia do republicano...

    Dívida, briga e frango frito: o inferno astral da IMC

    O inferno astral da International Meal Company (IMC), dona das redes Frango Assado e Viena, tem de...

    Veja outras matérias