sexta-feira, maio 20, 2022
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    Escritório brasileiro promove curso sobre gestão legal com universidade americana

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    André Porto Alegre
    André Porto Alegre
    Consultor Jurídico de Empresas

    De 28 de janeiro até 6 de maio, sempre às sextas-feiras, o escritório brasileiro Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, 998 milhões de reais em receita bruta no ano de 2020, com 637 advogados, em associação com a Fordham University, promovem a segunda edição do Structural Issues in Law Firm Management, com sessões sobre modelos e estruturas de negócios de escritórios de advocacia, sistemas de remuneração, liderança e governança, tecnologia, cibersegurança, eficiência, recrutamento e relacionamento com clientes.

    A iniciativa, que é recomendada para sócios, associados seniores e líderes de escritórios de advocacia, será realizada online e terminará com um seminário presencial opcional em Nova York. 

    Amadeu Ribeiro, sócio que administra a unidade do escritório brasileiro em Nova York, e Toni Jaeger-Fine, reitor adjunto da Fordham Law para programas internacionais para não advogados, reforçaram a iniciativa deste ano para incluir sessões com contribuições de mais escritórios de advocacia, mais oportunidades para que os participantes colaborem e palestrantes de alto nível.

    Em entrevista para a jornalista Anna Sanders publicada pela plataforma Law 360 Pulse, no último dia 13 de janeiro, Ribeiro afirmou que “O programa foi desenvolvido para ajudar advogados, sócios ou líderes não advogados de escritórios de advocacia com habilidades de gestão de escritórios de advocacia, trazendo líderes de escritórios de advocacia de todo o mundo para discutir as melhores práticas. Os problemas enfrentados pela administração de escritórios de advocacia hoje são os mesmos há algum tempo, mas esses problemas apenas evoluem e sempre há algo novo para discutir”.

    Para o líder brasileiro radicado nos Estados Unidos os sistemas de compensação de advogados estão em revolução. “Você está vendo escritórios partindo de modelos tradicionais de remuneração, principalmente em etapas, para outros sistemas que recompensam o desempenho individual. Portanto, o tópico pode ser um tópico antigo, mas há muita coisa acontecendo a esse respeito”, comenta o advogado, que acredita que mesma coisa estaria acontecendo com o recrutamento, treinamento e retenção de talentos e com a tecnologia e a cibersegurança.

    Aparentemente a pandemia e seus impactos sobre a gestão dos escritórios de advocacia serão temas recorrentes no programa. “Flexibilidade é a palavra-chave. Nós realmente revisitamos a maneira como vemos como os profissionais trabalham, onde eles trabalham. Éramos uma banca onde se esperava que você fosse o escritório regularmente. Agora acho que somos muito mais espertos sobre isso, realmente pensamos nas tarefas que as pessoas farão melhor em casa e tentamos distinguir aquelas das tarefas que as pessoas realizarão melhor no escritório. Hoje, a flexibilidade é realmente a norma. Esperamos que as pessoas estejam no escritório para as tarefas em que estar no escritório é importante, como certas reuniões com clientes. Isso pode significar três dias por semana, talvez dois dias por semana. É uma abordagem que pode ter sido motivada pela pandemia, mas é algo que veio para ficar”, responde Amadeu Ribeiro quando questionado sobre como a pandemia desafiou ou mudou a gestão do escritório de advocacia.

    Uma das novidades do programa Structural Issues in Law Firm Management, que na essência mantém o conteúdo da primeira edição, é que este ano haverá mais representantes de empresas que dependem de escritórios de advocacia para o desenvolvimento dos negócios, participando como palestrantes.  Outra novidade é que no final do programa online será oferecido um seminário de dois dias em Nova York, onde as pessoas podem apresentar e trocar ideias sobre os tópicos abordados no curso.

    Para Jaeger-Fine há uma grande desconexão entre o que é preciso para ser um bom advogado e o que é preciso para ser um bom gerente, aspe relevante pelo fato que a maioria dos advogados não são treinados em gestão. “A maioria dos advogados realmente não sabe nada sobre gestão de talentos, gestão de negócios além do que eles podem fazer no dia-a-dia como sócios. A maioria dos advogados realmente não conhece os pontos mais sutis da administração, e a maioria dos associados não sabe nada sobre o que significa ser sócio de um escritório”, afirma o reitor adjunto da Fordham Law. 

    Fusões e Aquisições

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