terça-feira, setembro 22, 2020
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    Marca de bebidas orgânicas aumenta exportações em 50% durante a pandemia

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    Exportar pode ser uma alternativa para pequenas empresas aumentarem o faturamento no período de pandemia. O PEGN conversou com um empresário que exporta para vários países e até conseguiu novos clientes nos últimos meses.

    João Paulo Sattamini criou uma empresa há oito anos, já com foco em exportação de energéticos e chás orgânicos. O escritório fica em Porto Alegre. A produção é terceirizada em uma fábrica no interior de São Paulo. As vendas no mercado interno não caíram durante a pandemia e para o exterior cresceram 50%.

    “Abrimos para clientes novos no Chile, na Dinamarca, Escandinávia. Estamos entregando o ano com cinco novos países. Foi muito trabalho, não é fácil exportar”, diz o empresário.

    A empresa começou exportando para a China, depois Japão, Europa, Estados Unidos e Austrália. As exportações representam 20% das vendas.

    Para ganhar mercado lá fora, o empresário participa todo ano de cinco feiras internacionais. Durante a pandemia, João Paulo usou meios digitais para ativar os clientes.

    O sucesso da empresa também se deve ao produto que ela vende. O Brasil é conhecido por exportar commodities, matérias-primas como algodão, café e laranja. O empresário fez o contrário e apostou em um produto industrializado, com valor agregado e o selo orgânico, que é valorizado por estrangeiros. Ele também investiu em uma boa marca e embalagem.

    Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), as exportações brasileiras caíram 7,4% de janeiro a junho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019. Em compensação, a exportação de bebidas, alimentos e produtos agropecuários cresceu 15% durante esses meses de pandemia.

    A Apex tem um programa para qualificar qualquer empresa a exportar. “De janeiro a junho de 2020, o programa atendeu mais de três mil empresas. Cerca de 500 já exportam e 46 começaram a exportar com apoio do programa. Isso é muito bacana”, conta o presidente da Apex, Sergio Segovia.

    Para João Paulo, a exportação cria outra fonte de receita para empresas durante a pandemia: “Ajuda a sustentar o faturamento da empresa. Isso facilita para que o empresário não fique dependente de um país ou uma única moeda”.

    A alma do negócio

    Exportação não é só para grandes negócios. Segundo Sergio Segovia, em 2019, 32% das exportações foram feitas por micro e pequenas empresas.

    Para o advogado especializado em exportação, Emanuel Pessoa, para ter sucesso lá fora é preciso seguir algumas regras. O primeiro passo é estudar o mercado do país com que se quer fazer negócio. “A empresa precisa verificar se existe uma aderência real. Não adianta você querer exportar pra um mercado que não compre aquele produto”, alerta.

    Depois, é preciso levar em conta a logística, o transporte da mercadoria até o porto ou aeroporto, para compor o preço. “A logística é um dos principais itens que entram na composição de preço de um produto ou serviço. Por esse motivo, o Brasil, muitas vezes, deixa de conseguir ser competitivo em produtos e serviços porque a logística no país é muito ruim”, explica o advogado.

    Emanuel lembra que o Brasil trabalha com o “drawback”, um regime alfandegário especial que pode reduzir ou isentar alguns impostos: “O ‘drawback’ é um regime tributário diferenciado pelo qual uma empresa, quando importa insumos que ela vai beneficiar e exportar como produto acabado, pode pegar os impostos pagos na importação e receber de volta, por meio de créditos na hora da exportação”.

    É importante também ter apoio jurídico para conhecer as leis de cada país e ajudar na elaboração do contrato. A Apex dá esse apoio.

    “Soube de empresas que têm produto qualificado e não sabem que mercado atuar. Nos já temos essa resposta para as perguntas deles. O custo da Apex é zero. É uma agência voltada pra fomentar comércio exterior brasileiro”, afirma o presidente da agência.

    Fonte:PEGN

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