quinta-feira, setembro 23, 2021
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    Olimpíada 2021: quanto custa ser a sede dos jogos durante a pandemia

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    Quanto custa sediar uma Olimpíada durante a maior pandemia dos últimos 100 anos? Tóquio, no Japão, tem descoberto esse número dia após dia, depois de ter preparado tudo para receber o grande público típico do evento e ninguém, além de atletas e equipes diretamente envolvidas nas provas, ter comparecido em razão das restrições sanitárias para conter a covid-19

    O custo da realização da Olimpíada de Tóquio era de 7,3 bilhões de dólares em 2013. Em 2021, a estimativa é de que o valor atinja até 26 bilhões de dólares, embora a estimativa oficial do comitê de organização do evento seja de 15,4 bilhões (o que ainda é o dobro do valor original). As informações são do Business Insider.

    São mais de 40 locais de provas esportivas que precisam ser construídos ou reformados para uma Olimpíada. O mais caro é o local das cerimônias de abertura e encerramento, onde também acontecem algumas provas, como a de atletismo. Só o valor do projeto arquitetônico do estádio olímpico de Tóquio foi de 1,4 bilhão de dólares.

    O local de provas de natação e saltos ornamentais teve custo estimado de 540 milhões de dólares. E os custos vão se empilhando. A área de prova de caiaque saiu por 65 milhões, enquanto a arena de vôlei saiu por 320 milhões de dólares. A vila dos atletas, que terá apartamentos vendidos ao público para abater os custos no futuro, teve custo estimado de 2 bilhões de dólares.

    Em razão da pandemia, o Japão deixou de gerar receita com eventos pré-olímpicos e com o turismo, uma vez que não foi permitida a entrada de torcida em nenhuma competição ou cerimônia. As perdas com venda de ingressos são estimadas em 850 milhões de dólares. Fora isso, cerca de 1 bilhão de dólares será gasto pelo Japão com medidas para prevenir infecções de covid-19 durante os jogos.

    O custo de todos os jogos olímpicos desde o ano 2000 estouraram o orçamento original. Em Sydney, foram gastos 6,9 bilhões em vez de 3,2 bilhões. Já em 2016, no Brasil, o valor chegou a 20 bilhões de dólares, em vez dos 14 bilhões previstos. Mas Tóquio, de largada, já começa com, pelo menos, o dobro do orçamento inicialmente planejado.

    Fonte: Exame

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