quarta-feira, janeiro 19, 2022
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    Pandemia acelera M&As no setor de saúde

    CEO da Profiting Consulting

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    Moyses Samuel
    CEO da Profiting

    Em meio à grave crise de saúde global desencadeada pela pandemia do novo coronavírus, o setor da saúde enfrenta desafios significativos para atender seu público, mas esse momento também cria uma oportunidade de unir forças e ganhar escala e competitividade.

    Em 2021, mais de 50 operações de M&A foram realizadas por empresas listadas na bolsa, movimentando 15 bilhões de reais. Nos últimos oito anos, os volumes de transações no setor cresceram 35,6%. Grandes nomes do mercado como Rede D’Or e NotreDame Intermédica (GNDI) fizeram negócios muito importantes no ano passado. A Rede D’Or, do Rio de Janeiro e do empresário Jorge Moll, tem como alvo pessoas de alta renda e foi a que mais investiu em negociações no ano passado. A rede adquiriu dez ativos (todos hospitais) por uma compra total de 3,5 bilhões de reais. Sob a Rede D’Or está a Star, uma das marcas mais refinadas e luxuosas do grupo, com foco na classe A.

    A Dasa também comprou 10 ativos, entre hospitais, clínicas e laboratórios, por um total de 2 bilhões de reais. A Viveo adquiriu 5 ativos totalizando 1,3 bilhão de reais. A NotreDame pagou R$ 1,25 bilhão em três ativos, incluindo dois hospitais e uma operadora, e a Mater Dei, que pagou R$ 1,15 bilhão em dois hospitais e uma empresa de tecnologia.

    Outras empresas como Hapvida, SulAmérica, Fleury, Qualicorp, Oncoclínicas, Hermes Pardini e Kora Saúde têm transações na casa dos milhões, mas também são representativas. Esses movimentos são motivados pelo envelhecimento populacional e pelo aumento da expectativa de vida da população, aumentando a necessidade de assistência médica. Além disso, a indústria é bastante fragmentada – o Brasil tem mais de 4.267 hospitais privados e 717 planos de saúde – mostrando bom potencial para sinergias na aquisição de medicamentos e gestão central de contas.

    A aquisição da Sompo pela SulAmérica por um valor proposto de 230 milhões de reais visa posicionar a SulAmérica em um segmento com tarifas médias mais baixas, pois atualmente concentra-se em clientes de alta renda. “Vemos essa nova estratégia de crescimento por meio de aquisições como uma forma de ganhar escala e desacelerar o avanço desses novos concorrentes. A empresa finalmente mostra mais iniciativa por meio de compras diante de um movimento de fusão dos segmentos mais baixos da crescimento da pirâmide de tarifa média. Em nossa opinião, a resposta está correta, mas muito atrasada”, disseram analistas da Genial em nota. Segundo o gerente, o negócio fortalecerá a posição da SulAmérica na cidade de São Paulo, aumentando sua receita anual em cerca de 650 milhões de reais. A conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Executivo de Defesa Econômica (Cade).

    A fusão no final de 2021 criará um gigante na área da saúde: a aliança entre a Hapvida e o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI). A fusão torna o grupo a maior operadora beneficiária do Brasil com 13,5 milhões de pessoas e 84 hospitais. Segundo avaliação da Genial, a fusão vai gerar R$ 27,5 bilhões em receita e R$ 2,5 bilhões em lucro em 2022. O modelo de negócios vertical é onde as seguradoras possuem seus próprios hospitais e clínicas, em vez de direcionar seus clientes a terceiros para realizar procedimentos de saúde. Ao possuir suas próprias operações, as seguradoras verticais são mais capazes de controlar custos e reduzir o pagamento de sinistros”, comentaram os analistas da Genial em um relatório.Com a aprovação da CapitaLand, as empresas tiveram que encerrar as operações no início de fevereiro.

    Fusões e Aquisições

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