quinta-feira, março 4, 2021
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    Sem aglomeração e sem carbono: esta empresa faz shows serem amigáveis ao meio ambiente

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    A economia de baixo carbono deixou de ser uma intenção exclusiva das grandes empresas e invadiu o campo das ideias do setor de entretenimento. Em um primeiro grande esforço, a indústria da música esboçou o que deve ser uma tendência nos próximos meses: a união célebre entre compromisso ambiental e audiência.

    A ZEG embarcou nesta missão no final do ano passado. O objetivo da empresa que nasceu em 2018 é transformar resíduos em energia limpa e renovável e contribuir com a transição energética para uma matriz mais sustentável. Em dezembro, a empresa se comprometeu a compensar 100% das emissões da transmissão ao vivo do especial de fim de ano do DJ Alok. Durante a live, a audiência acompanhou, em tempo real, um relógio que media a quantidade de CO2 lançada na atmosfera. Ao todo, serão 140 toneladas a serem compensadas pela empresa.

    O projeto não foi à toa, afinal, o grande mote da transmissão era a requintada estrutura de luzes e “lasers” ativados em dez cidades brasileiras e que, de acordo com o artista, poderiam ser vistos até mesmo do espaço. “Não estávamos em busca do retorno financeiro, mas sim de unir a missão da ZEG com a disposição para a causa ambiental que ele [Alok] tem, e mostrar que essa junção poderia gerar uma primeira conscientização do mercado e da população sobre a importância da economia de baixo carbono”, diz Daniel Rossi, presidente da ZEG.

    No cálculo, entraram todas as emissões geradas com o transporte de pessoas e materiais, geradores a diesel, e é claro, a energia consumida por equipamentos – como os canhões de lasers. A energia equivalente será lançada novamente na rede pela ZEG, mas dessa vez em formato sustentável e com certificações internacionais. Além disso, a meta é também atingir as 140 toneladas com o plantio de 5 mil árvores – o que equivale a cinco campos de futebol – na região da Serra da Mantiqueira, no Sudeste do país.

    As “lives sustentáveis” serão cada vez mais comuns, segundo Rossi. A dianteira continuará com artistas e personalidades comprometidas com a causa ambiental e social, tal como o DJ, mas devem se tornar populares com o passar do tempo e com a crescente preocupação acerca das mudanças climáticas. “Outros setores já percebem a necessidade de sermos neutros em carbono de agora em diante”, afirmou. Sob o ponto de vista energético, será cada vez mais simples a ocorrência de shows considerados “limpos”, e a primeira apresentação sustentável do DJ brasileiro mostra que, mesmo em contexto de pandemia, a onda de transmissões ao vivo també pode ajudar a salvar o planeta.

    Segundo Rossi, não serão apenas os shows, mas todos eventos grandiosos, produtos e serviços passarão a ter uma percepção de que o entretenimento também implica em preocupação com o ambiente. “Esse foi o primeiro, mas não será o último. O Brasil verá, num curto período, muitos eventos que prezam pela energia limpa”, diz.

    A ZEG mira avanços para um ano que, de acordo com a empresa, simboliza a entrada do Brasil no mercado de carbono. Para além da aproximação com artistas, a empresa tem uma ação com a Jaguar que pretende garantir que os primeiros 250 veículos elétricos da linha I-Pace consumam apenas energia renovável durante as recargas dos primeiros 8 anos de circulação.

    O olhar para a indústria e por produtos e serviços que mirem a preocupação ambiental já trouxe investimento superiores a 50 milhões para projetos viabilizados pela ZEG. Para 2021, a empresa estima faturar em torno de 17 milhões de reais, 25 vezes o valor obtido em 2020, quando o faturamento foi de 700 mil reais.

    Fonte: Exame

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