terça-feira, setembro 22, 2020
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    Só 0,1% lucra mais de R$ 100 por dia com day-trade de ações

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    O número de brasileiros fazendo “day-trade” só cresce. Mas um novo estudo da FGV mostra que dos “98.378 indivíduos que começaram a fazer day-trade em ações no Brasil entre 2013 e 2016, e operaram até 2018, […] apenas 127 indivíduos foram capazes de apresentar lucro bruto diário médio acima de R$ 100 por mais de 300 pregões”.

    Isso significa que apenas 0,1% dos day-traders conseguiram experimentar lucro nessas circunstâncias. A imensa maioria saiu no prejuízo ou simplesmente desistiu dessa estratégia.

    O que é day-trade?

    Segundo o próprio estudo da FGV: day-trading é a atividade de comprar e vender o mesmo ativo financeiro, no mesmo dia e na mesma quantidade. O day-trader lucra quando seu preço médio de venda é maior do que seu preço médio de compra, descontando-se os custos de operação.

    Em outras palavras, fazer day-trading é uma maneira de tentar lucrar dentro de um mesmo dia com a compra a venda de ativos financeiros (que podem incluir ações, minicontratos de dólar, minicontratos de índice, entre outros).

    No caso do estudo da FGV, a análise foi feita apenas com operações de day-trade para a compra e venda de ações. Na verdade, no período analisado, o número de day-traders que tentavam lucrar com outros produtos de investimentos, além de apenas ações, é muito maior.

    Por que o day-trade cresceu tanto?

    O número de pessoas se arriscando em investimentos de day-trade mais que dobrou em 2020, sendo que já vinha em crescimento nos últimos anos.

    Mas por que será que o day-trade cresceu tanto?

    Algumas hipóteses que explicam esse movimento:

    • A queda da Selic fez os investimentos em renda fixa perderem atratividade, fazendo o investidor olhar com mais atenção para a renda variável;
    • A tecnologia e o barateamento das taxas cobradas para todos os tipos de investimentos fez o assunto estar mais presente na “mesa do bar”, além de permitir que o pequeno investidor tivesse o acesso facilitado ao longo dos últimos anos;
    • Historicamente, boa parte das corretoras, por mais que não assumam, incentivaram esse tipo de operação. Afinal, quanto mais ordens de compra e venda seus clientes fizessem, maior eram as receitas com as taxas de corretagens pagas. Com a tendência de redução ou zeragem desse tipo de cobrança na compra e venda de ativos, pode ser que essa cultura perca força;
    • Mais recentemente, a pandemia fez crescer a necessidade de geração de renda extra, bem como permitiu maior tempo em casa para uma parte das pessoas, o que possibilitou experimentar o day-trade;
    • Não fosse o bastante, influenciadores fajutos vendem a ilusão de que bastariam alguns minutos de dedicação em alguma operação de day-trade para ganhar milhares de reais e em seguida continuar na curtição de uma vida de luxo e fartura, com baladas, bebidas e viagens.

    Todo mundo perde no day-trade?

    Nem todo mundo perde no day-trade. Segundo o estudo da FGV, 127 dos mais de 98 mil indivíduos que fizeram day-trade em ações tiveram lucro médio de mais de R$ 100 por dia em mais de 300 pregões da Bolsa de Valores.

    Dentre eles, há a seguinte distribuição para seus lucros brutos diários médios:

    • Lucro de R$ 103 para o indivíduo de menor lucro, com desvio-padrão de R$ 747 reais. Isso quer dizer que apesar de essa pessoa ter tido um lucro médio de R$ 103 por dia, houve dias de prejuízos de até R$ 644 e dias de lucro de até R$ 850;
    • Lucro de R$ 370 para o indivíduo mediano, com desvio-padrão de R$ 2.286;
    • Lucro de R$ 4.032 para o indivíduo com o maior lucro, com desvio-padrão R$ 33.888. Para ele, houve dias de prejuízo de até R$ 29.856 e dias de lucro de R$ 37.920.

    A conclusão do estudo é que “mesmo considerando apenas os 127 indivíduos ‘ganhadores’, vemos uma média de ganho baixa frente ao risco”.

    Fonte: Uol

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