sábado, dezembro 4, 2021
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    Stone e PagSeguro desabam: ‘o trade das fintechs está morrendo’

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    Stone e PagSeguro mergulharam na Bolsa mais uma vez, em meio a uma reprecificação dramática da tese de investimento em fintechs ao redor do mundo.

    Em Nova York, a Square cai 7% no início da tarde, e na Índia, a Paytm, que fez seu IPO na quinta-feira, caiu 40% entre sexta-feira e hoje.

    “O trade das fintechs de pagamento está morrendo,” um analista do setor disse ao Brazil Journal.

    No Brasil, o Bradesco BBI cortou sua recomendação para as adquirentes brasileiras, e analistas do buyside disseram estar preocupados com uma potencial alta da inadimplência.

    No início da tarde, a ação da Stone caía mais de 13% na Nasdaq, negociada a US$ 16,60, um novo all-time low. Já a PagSeguro perdia 7% para US$ 27,66 na NYSE.

    O Bradesco revisou para baixo as estimativas para o setor de adquirência e está recomendando aos clientes evitar exposição ao setor.

    Os analistas reduziram as recomendações para Stone e PagSeguro, e mantiveram o neutral para a Cielo, que é controlada por Bradesco e Banco do Brasil.

    Os analistas dizem que o ambiente de negócios será mais desafiador para essas empresas em 2022 por conta do cenário de alta dos juros, que encarece o funding, e da maior pressão nos custos operacionais, diante de mais necessidade de investimento e de novas estratégias comerciais. A Stone ainda tem o desafio de curto prazo de integrar a Linx; e a PagSeguro tem investido muito no PagBank, escreveram os analistas Otavio Tanganelli, Gustavo Schroden e Eric Ito.

    O Bradesco reduziu o preço-alvo da Stone de US$ 49 para US$ 17 e rebaixou a recomendação de neutral para underperform. A estimativa para o lucro da empresa em 2022 baixou 58% para R$ 745 milhões.

    A recomendação para PagSeguro saiu de outperform para neutral. O preço-alvo saiu de US$ 63 para US$ 33, e a estimativa para o lucro em 2022 caiu 33% para R$ 1,66 bilhão.

    Já a recomendação para a Cielo foi mantida em neutral. Os analistas dizem que a empresa tem mostrado uma discreta melhoria operacional, embora observem que ela precisa ser mais sólida para que os investidores possam ficar mais confiantes na lucratividade da companhia.

    O preço-alvo de Cielo também foi reduzido de R$ 3,90 para R$ 3, e a estimativa para o lucro em 2022 caiu 7% para R$ 827 milhões.

    A ação da Cielo caía 0,91% para R$ 2,18 na B3 agora há pouco.

    Fonte: Brazil Journal

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