quinta-feira, outubro 22, 2020
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    Num rally entre os maiores grupos de ensino do País, a Yduqs, a Ser Educacional e a Ânima disputam compra da Laureate, dona da Anhembi Morumbi e FMU. O que está em jogo é a liderança.

    Crescimento do mercado de ensino superior no País estimula aquisições de grandes grupos de educação.

    Algumas das maiores universidades brasileiras vivem dias agitados desde a semana passada, apesar das salas vazias e do silêncio imposto pela proibição de aulas presenciais. A adrenalina está nos bastidores. Em uma disputa acirrada, os grupos Ser Educacional, Yduqs e Ânima negociam a compra da operação local da americana Laureate, dona de 11 instituições no Brasil, entre elas Anhembi Morumbi, FMU e Business School São Paulo (BSP). Com atuação em sete estados, a Laureate tem 50 campi universitários e 267 mil estudantes no País.

    Por enquanto, a única proposta concreta partiu da Ser Educacional, na noite do domingo (13). O Goldman Sachs, banco contratado pela Laureate, recebeu a oferta formal de R$ 1,7 bilhão, em um negócio que pode chegar a R$ 4 bilhões com a assunção de R$ 623 milhões em dívidas e troca de ações da nova empresa. Entre as cláusulas do acordo, no entanto, consta o “go-shop”, que permite a outras empresas fazer uma proposta maior. É aí que mora o risco para a Ser Educacional. A primeira tacada é vista como a menos interessante porque envolve troca de ações em um percentual muito elevado. Serão mais de 100 milhões de ações, que respondem por 44% do capital da companhia fundada por Janguiê Diniz. Por isso, a Yduqs mergulhou na disputa e afirmou que pretende apresentar uma proposta mais atraente à Laureate por entender que a união de suas operações seria mais vantajosa.

    De acordo com fontes ouvidas pela DINHEIRO, a Yduqs já vinha avaliando a compra da Laureate havia mais de um mês. Ao ser surpreendida pela oferta da Ser, a Yduqs decidiu antecipar a proposta, que deverá sair na próxima semana. O prazo limite para uma definição, pelos temos do acordo, é dia 13 de outubro. “Estamos concluindo uma proposta que será muito mais atraente do que a feita pela Ser”, afirmou um executivo da Yduqs. “A compra da Laureate é fundamental para a consolidação da nossa estratégia de crescimento nos próximos anos”, disse.

    “Com a incorporação da laureate, vamos ampliar nossa presença em quase todos os estados do Brasil” Jânyo diniz, CEO da Ser Educacional.

    Mais do que um simples negócio de fusão ou compra, o que está em jogo é a liderança no mercado de educação superior no País. A aquisição da Laureate mudaria a posição das peças no tabuleiro do setor. Se a Yduqs fechar o negócio, o grupo vai se tornar a líder com cerca de 1 milhão de alunos, à frente da Cogna, que hoje possui 844 mil estudantes matriculados no ensino superior. Já a Ser Educacional passaria da oitava para a quarta posição e a deixaria bem mais próxima das líderes. A mineira Ânima deve também apresentar sua proposta nas próximas semanas.

    Nos bastidores, a americana Laureate tem declarado que pretende se desfazer de todo o negócio de educação no mundo até o fim deste ano. Por essa razão, uma proposta em dinheiro, sem troca de ações, seria mais bem vista pela matriz em Baltimore e a seus acionistas. Receber as ações da Ser Educacional amarraria a companhia até 2021, quando a operação deve receber o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Além de a Yduqs ter divulgado que acredita possuir condições para oferecer proposta concorrente mais atrativa que a da Ser para a aquisição da operação do grupo Laureate, os questionamentos quanto a composição de ações divulgadas gera uma certa incerteza quanto a conclusão da transação por parte da Ser Educacional”, afirmou o analista Luis Sales, em relatório da Guide Investimentos… Segundo o CEO da Ser Educacional, Jânyo Diniz, a incorporação da Laureate Brasil trará benefícios para ambas as companhias e permitirá dar um passo grandioso no aprimoramento do ensino superior do Brasil. “A Laureate é uma referência de oferta de cursos na área de saúde, especialmente em medicina. Com aincorporação, vamos agregar 11 instituições de ensino ao nosso portifólio e ampliar nossa presença em quase todos os estados do Brasil”, disse.

    Fonte: Istoé Dinheiro

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