segunda-feira, janeiro 25, 2021
Outros

    C&A: notícias sobre venda no Brasil animaram o mercado, mas empresa nega

    Em Destaque

    Com aporte de R$ 4 mi, startup Vidia tenta ampliar o acesso a cirurgias particulares

    Na última década, startups brasileiras se lançaram no mercado tentando resolver questões relacionadas à saúde, como prevenção,...

    Ranking dos setores mais ativos em fusões em aquisições no Brasil – 2013 a 2020

    Dinâmica dos setores mais ativos em M&A  – Período 2013 a 2020. No gráfico interativo pode-se verificar as mudanças...

    ONU alerta para queda de investimento estrangeiro em países em desenvolvimento

    Os fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) “permanecerão moderados” em 2021 e os países em desenvolvimento poderão...

    Uma possível venda da operação brasileira da C&A agitou os mercados nesta segunda-feira, 19. Rumores de que a família acionista poderiam vender a sua participação na empresa no Brasil foram noticiados pelo jornal Valor Econômico. Como consequência, os papéis chegaram a subir 8%, com alta de 5% às 16h. Procurada, a C&A afirmou que “como política, a companhia não comenta rumores ou especulações de mercado”.

    Em fato relevante divulgado no final da tarde, a C&A afirmou que “nenhum processo está em andamento” e que os acionistas controladores continuam como “apoiadores do negócio e sua performance”, na tradução livre.

    A família Brenninkmeijer, descendentes dos irmãos fundadores da C&A, os alemães Clemens e August Brenninkmeijer, ainda controla a companhia no mundo através da holding Cofra, baseada na Suíça. No Brasil, a família detém 65% da operação. 

    No entanto, esse controle começou a mudar de mãos em alguns países. Já em 2018, reportagens de jornais alemães como Der Spiegel e Die Welt noticiaram que a empresa estaria considerando a venda da companhia para um investidor chinês. Na ocasião, a Cofra afirmou que está “completamente comprometida em manter um negócio bem sucedido e com futuro para a C&A e que a companhia embarcou em um programa de transformação e crescimento”. Entre os focos possíveis de crescimento, estariam mercados emergentes, de alto crescimento como a China, e a transformação digital, “o que pode potencialmente envolver parcerias e outros tipos de investimento externo”, disse a empresa há dois anos.

    Movimentos no Brasil e no mundo

    No Brasil, a varejista abriu o capital de sua operação local em outubro de 2019 e levantou 1,6 bilhão de reais. Na abertura de capital, a ação estava precificada em R$ 16,50. Depois de um pico de R$ 17,70 em dezembro, hoje está em R$ 12,80. Com 288 lojas, atingiu receita líquida de 1,27 bilhão de reais no primeiro semestre do ano, queda de quase 45% em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Em janeiro deste ano, a companhia fechou 13 de suas 450 lojas na Alemanha e 30 unidades na França – depois de ter fechado 160 unidades em 2019 no país. Logo em seguida, a família vendeu sua divisão mexicana ao seu concorrente Grupo Axo. Já em agosto, vendeu sua operação chinesa para o fundo de investimentos em private equity Zhongke Tongrong Private Equity. Segundo comunicado divulgado na ocasião, “a venda é uma oportunidade para acelerar o crescimento de uma das marcas varejistas mais sustentáveis, respeitáveis e duráveis da Europa no mercado chinês, potencializando possibilidades impulsionadas pela urbanização e adoção de tendências de moda no mercado de massa”. 

    Sobre a venda da participação na operação brasileira, o mercado está animado. “Esse movimento faz sentido quando se acompanha as movimentações que o controlador fez em outros países. É natural que possa fazer por aqui também”, diz Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, sobre as vendas das operações no México e na China. Segundo ele, ter um controlador mais próximo da companhia poderia ser interessante, para dar mais eficiência ao negócio.

    A operação brasileira sempre foi relevante para o grupo. Mas começou a perder relevância com a crise econômica de 2015, diz André Pimentel,  sócio da Performa Partners, consultoria especializada em empresas médias e grandes. “De um tempo para cá, a C&A vem analisando suas operações no mundo inteiro. Vendeu participação na China e no México e só sobrou o Brasil fora da Europa”, afirma ele. Além disso, com a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro, a operação brasileira perde importância dentro do grupo.

    Caso a venda seja concretizada, não será um negócio simples. De acordo com Pimentel, normalmente há duas opções para um possível fundo comprador: mudar a marca ou pagar royalties. Nenhuma das opções é fácil. Presente no país desde 1976, é uma das marcas mais fortes no varejo de moda – qualquer mudança seria complexa. Já pagar royalties pelo uso da marca também não seria simples, já que acarretaria em um custo a mais para a empresa, em um mercado bastante competitivo. Apesar dos desafios, o otimismo em torno da companhia continua.

    Fonte: Exame

    Serviços

    Profiting faz Road Show para captar 20 Milhões.

    O recurso será investido em empresas associadas visando crescimento em vendas e aumento de produção. O mercado de aquisições...

    Buscamos Empreendedores para parcerias.

    Foto: Moyses Samuel, Presidente do grupo Profiting. Estamos selecionando empresários, em âmbito nacional, que possuam negócios que precisam ser...

    Recuperação de tributos próprios

    Sua empresa pode melhorar o fluxo de caixa se houver créditos tributários nos últimos 5 anos.

    Há sempre possibilidades de melhorias

    "O Brasil possui excelentes profissionais de consultoria. Nesta crise é necessário muita dedicação na busca de soluções para os problemas. Em situações...

    Quanto a minha empresa perdeu de valor na Pandemia?

    Algumas empresas aumentaram seu valor na pandemia. Outras, perderam. É importante saber qual o ganho ou qual a perda nesse momento? A...

    Últimas Notícias

    Oi: Digital Colony fez proposta por rede de fibra diretamente, sem Highline

    Na disputa pela InfraCo, rede de fibra da OI, o fundo Digital Colony, que no Brasil é...

    Uma gigante de olho nas PMEs: como a Intuit quer crescer 100% ao ano até 2025

    Fazer gestão financeira no país que mais demanda tempo para pagar impostos é uma tarefa complicada. Para...

    Veja outras matérias