quarta-feira, junho 23, 2021
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    Como Zoom, Teams e Meet constroem o home office de milhões na pandemia

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    A pandemia de covid-19 trouxe o trabalho de muita gente para dentro de casa. De uma hora para outra, milhões de profissionais se distanciaram dos escritórios e passaram a realizar tarefas e reuniões de maneira remota. E uma das ferramentas mais importantes para criar este novo ambiente de trabalho e conectar colegas são os aplicativos de videoconferência.

    Plataformas como Zoom, Teams e Meet, entre outras, são parte do fluxo de equipes e transformaram o jeito de trabalhar. Mas como será que a pandemia afetou a rotina de quem cria essas ferramentas que viraram ambiente de trabalho para tanta gente de 2020 para cá?

    O Zoom, por exemplo, viu a quantidade de usuários aumentar 30 vezes: de 10 milhões em dezembro de 2019 para 300 milhões em abril de 2021 – o crescimento no Brasil teve a mesma escala. A base do Microsoft Teams, por sua vez, dobrou em 12 meses, a partir de abril de 2020; atualmente, são 145 milhões de usuários ativos diários no mundo. O Google Meet registrou um aumento de 20 vezes no tempo médio de uso só no Brasil. Houve também um crescimento de 275% no uso da plataforma de janeiro de 2021 até agora.

    Tamanha demanda teve grande impacto interno nas empresas que desenvolvem esses softwares. “Aumentamos o número de pessoas em nossas equipes globais para manter o ritmo de demandas do Zoom. Nosso time conta com pessoas aqui no Brasil, além de colaboradores globais, trabalhando remotamente de diferentes lugares do mundo, para apoiar usuários brasileiros e latino-americanos. Outro esforço para apoiar o crescimento exponencial de usuários brasileiros foi estabelecer um data center próprio no país”, explica Nicolas Robinson Andrade, diretor de relações governamentais do Zoom no Brasil e na América Latina.

    No Google, o aumento da demanda também fez a empresa se reorganizar. “A equipe responsável por Meet cresceu significativamente, já que todos os projetos do Google que envolviam videoconferência passaram a formar uma única equipe. Os engenheiros do Google Duo, outro app de videochamada que desenvolvemos, também foram deslocados para trabalhar no Meet”, diz Raquel Cabral, Head de Vendas do Google Workspace.

    Novo normal

    Forçadas a atender um número crescente de usuários e clientes em um curto espaço de tempo, as empresas desenvolveram novas soluções para dar conta de necessidades antigas e novas.

    Segundo Mariana Hatsumura, diretora de trabalho moderno da Microsoft Brasil, a empresa desenvolveu funções a partir do feedback de quem usa o Teams. “Com base no retorno dos usuários, criamos novas opções de visualização e filtros para ajustar os níveis de iluminação e suavizar o foco da câmera, além de implementar a redução de ruído em segundo plano, recurso que minimiza barulhos externos na reunião por meio de inteligência artificial”, detalha. Como uma parte significativa dos usuários do Teams usa a ferramenta no contexto do ensino à distância, o app também é capaz de rodar conferências interativas para mais de mil participantes – com capacidade máxima de 20 mil pessoas conectadas ao mesmo tempo.

    Antes restrito aos clientes corporativos da suíte Google, o Meets se tornou gratuito para todos os usuários a partir de abril de 2020. De lá para cá, a empresa tem investido na qualidade das chamadas, desenvolvendo recursos no software para gerar melhores imagens a partir de ambientes com baixa luminosidade e para diminuir ruídos.

    O Zoom também está olhando para além da pandemia, e quer oferecer soluções para reuniões presenciais quando isso voltar a ser rotina. As novas ferramentas da plataforma incluem controles por meio de dispositivos móveis e um monitor de ambientes de reunião chamado Neat, que verifica as condições de segurança de uma sala física – como nível de CO2 – e administra o fluxo dos encontros por meio de inteligência artificial.

    Fonte: Uol

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