sexta-feira, abril 16, 2021
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    Concorrentes históricas, Merck e J&J se unem para produzir vacina nos EUA

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    Um acordo costurado pela Casa Branca uniu duas rivais do setor farmacêutico em um negócio histórico. Confirmando rumores, o governo americano confirmou na tarde desta terça-feira, 2, que a Merck ajudará a Johnson & Johnson’s na fabricação de sua vacina de uma dose contra a covid-19.

    O acordo havia sido antecipado mais cedo por fontes ouvidas pelo jornal The Washington Post. Um anúncio oficial ainda deve ser feito hoje pelo presidente Joe Biden.

    A vacina da Johnson & Johnson’s é uma das mais aguardadas por precisar de somente uma dose, enquanto as demais vacinas aprovadas até agora precisam de duas. A FDA, agência reguladora americana, aprovou a vacina da J&J neste fim de semana.

    Ao todo, ao menos 88 países já compraram mais de meio bilhão de doses da vacina até agora. Só os EUA compraram, sozinhos, mais de 100 milhões de doses. O Brasil, por enquanto, não tem acordo com a farmacêutica.

    Oficiais que falaram em condição de anonimato afirmam que o governo americano começou a procurar parceiros para escalar a produção da J&J, dada a grande aposta na vacina, e assim chegaram até a Merck, que é uma das principais fabricantes de vacinas do mundo e também americana, após se separar da farmacêutica alemã de mesmo nome.

    Com base no acordo, a Merck deve dedicar duas plantas nos EUA para fazer as doses da Johnson & Johnson’s. Uma delas envasará a substância, enquanto a segunda efetivamente fabricará os insumos do produto. A principal expectativa está nessa segunda frente, com a esperança de que a participação da Merck aumente sobremaneira a oferta da vacina nos EUA e no mundo.

    A aposta dos oficiais americanos, segundo o Washington Post, é que a participação da Merck pode ser suficiente para dobrar a capacidade de produção que a J&J teria sozinha. “É uma parceria histórica”, disse um dos oficiais ao jornal, afirmando que o acordo é um “esforço de guerra”.

    Apesar da expectativa sobre o acordo, pode demorar até alguns meses para que a fábrica da Merck fique adaptada para a produção e distribuição das vacinas. As empresas ainda não comentaram sobre o assunto.

    O acordo vem em momento em que o governo americano tem buscado aumentar a disponibilidade de vacinas no país para atingir mais rapidamente o percentual necessário de vacinados.

    Após um começo de vacinação conturbado, os EUA chegaram a 77 milhões de doses aplicadas (mais do que infectados pela covid-19) e são hoje o país com mais doses aplicadas. São mais de 23 doses a cada 100 habitantes, ante 4 doses a cada 100 habitantes no Brasil.

    A vacinação nos EUA tem ocorrido a uma taxa de mais de 1,8 milhão de doses por dia, acima da meta de 1,5 milhão estipulada pelo governo Biden. O avanço da vacinação já tem feito o número de novos casos diminuir no país, assim como ocorreu em outros lugares de vacinação avançada, como Israel.

    Fonte: Exame

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