quarta-feira, junho 23, 2021
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    Eurofarma a farmacêutica brasileira que mais investe em inovação

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    Eurofarma planeja lançar 22 genéricos em 2020

    A Eurofarma, farmacêutica brasileira que mais investe em inovação, planeja lançar 22 novos medicamentos genéricos em 2020, uma média de um ou dois lançamentos por mês. “Do total, oito já estão no mercado, sendo um deles o genérico exclusivo pitavastatina. E outros dois já estão em processo de liberação”, afirma Donino Scherer, diretor Comercial da Unidade de Genéricos.

    Eurofarma planeja lançar 22 genéricos em 2020
    Donino Scherer, diretor Comercial da Unidade de Genéricos.

    “O objetivo para 2020 é crescer acima do mercado. É uma meta ampla e audaciosa”, comenta. De acordo com o executivo, a Eurofarma acompanha, desde o início, a evolução da pandemia. “Uma das iniciativas foi nos anteciparmos a eventuais problemas de fornecimento da cadeia de insumos, fortemente dependente de importações, e antecipar pedidos de matérias-primas. Até o momento não enfrentamos desabastecimentos e seguimos produzindo e expedindo com regularidade”, ressalta.

    Em 2019, a companhia lançou, só em genéricos, 18 produtos em 24 novas apresentações, resultando em um crescimento de 32% em relação a 2018 e um faturamento de R$ 779 milhões. A divisão de genéricos representou 14,4% da receita bruta da farmacêutica no ano passado, com mais de 118 milhões de unidades de medicamentos.

    Posição consolidada

    Com 12,2% de participação de mercado, a Eurofarma ocupa a terceira posição no ranking de genéricos. “Temos um crescimento acima dos principais concorrentes e estamos muito próximos de chegar à segunda posição nos próximos meses, mas sempre buscando uma expansão calculada e duradoura”, observa Scherer.

    Ainda de acordo com o executivo, a companhia procura antecipar-se à concorrência no lançamento de produtos de relevância para o mercado. A indústria é pioneira em vários deles, como o primeiro medicamento genérico oncológico (2001), antitabagismo (2005) e anticoncepcional oral (2007).

    Mercado crescente

    No Brasil existem 120 fabricantes de genéricos, responsáveis por mais de 3,8 mil registros de medicamentos. Do ponto de vista econômico, os genéricos também proporcionaram avanços sem precedentes para a indústria farmacêutica no Brasil. O rigor regulatório que garante a qualidade desses medicamentos demandou investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão nos últimos dez anos em ampliação e construção de unidades fabris.

    Na pós-pandemia, a tendência é que o mercado de genéricos acelere o processo de crescimento da venda de medicamentos, que já era alavancada pelo segmento. “A crise econômica, que afeta diretamente a renda do trabalhador, acaba propiciando uma aceleração do crescimento do setor, onde o consumidor começa perceber a vantagem de pagar menos por um produto que tem a mesma qualidade e confiança do medicamento de referência”, ressalta Scherer.

    Genéricos no Brasil e no mundo

    Nesta quarta-feira, 20 de maio, comemora-se o Dia Nacional do Medicamento Genérico. Após 21 anos, o segmento responde por 34,07% das vendas em unidades no conjunto do mercado farmacêutico brasileiro, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos).

    Em países como Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, onde o mercado de genéricos já se encontra mais maduro, a participação desses medicamentos é de 31%, 42%, 66% e 60%, respectivamente. Nos EUA, mercado onde os genéricos têm mais de 20 anos de existência, o índice é de aproximadamente 80% de participação em volume. O mercado mundial de genéricos cresce aproximadamente 10,8% ao ano e movimenta entre US$ 150 e US$ 200 bilhões.

    Respondendo por 85% dos produtos dispensados pelo programa Farmácia Popular, os genéricos se constituíram no principal instrumento de saúde pública focado no acesso a medicamentos no Brasil.

    Fonte: Panorama Farmacêutico

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