sábado, outubro 16, 2021
Outros

    Investimento em startups no Brasil triplica em 2021 e bate recorde, diz KPMG

    Em Destaque

    As startups brasileiras receberam R$ 33,5 bilhões em investimento nos primeiros nove meses deste ano, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período de 2020.

    O dado, um recorde histórico, é de levantamento da consultoria KPMG em parceria com a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital). Foram considerados valores investidos e anunciados pelos fundos de capital de risco, que se dedicam a startups que já estão no mercado e conquistaram seus primeiros clientes.

    O avanço dos aportes em startups acontece ao mesmo tempo em que os investimentos de private equity voltados a empresas mais maduras e de capital fechado tiveram queda de 27%, somando R$ 4,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano.

    Houve alta tanto no número de startups investidas quanto no valor médio captado por elas.

    A KPMG e a ABVCAP identificaram 226 operações de janeiro a setembro deste ano, ante 147 em 2020.

    O investimento foi de, em média, R$ 130,7 milhões no último trimestre, 63% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

    Márcio Barea, gerente de estudos e pesquisas da ABVCAP, diz que algumas operações, consideradas mega rounds de investimento, superiores a R$ 1 bilhão, ajudaram a elevar o patamar dos investimentos no país.

    Entre as startups que fizeram captações do tipo ao longo do ano estão Nubank, Quinto Andar, Gympass e Loft.

    Outro fator que auxilia o mercado é a desvalorização do real em relação ao dólar, segundo Barea, por tornar o investimento no Brasil mais barato para fundos estrangeiros, que estão atuando em peso no Brasil.

    Segundo Barea, há uma concentração dos investimentos no setor de fintechs e de empresas de software que atendem a setores variados. A pandemia também acelerou a criação de novos negócios e impulsionou os segmentos de ecommerce e saúde.

    Sobre a redução dos investimentos em private equity, Barea aponta que uma das hipóteses para explicar o movimento está na entrada de alguns fundos, referência em aportes nas empresas mais maduras, no segmento de startups. Entre os gestores que fizeram o movimento estão o Advent e o Warburg Pincus.

    Em mais um resultado favorável para o mercado brasileiro, os desinvestimentos dos fundos de Private Equity e Venture Capital, ou seja, vendas de participações nas empresas para outras companhias ou na bolsa de valores, foram de R$ 16,9 bilhões até setembro de 2021, 42% a mais do que no mesmo período do ano passado.

    Em nota, Roberto Haddad, sócio-líder de private equity e venture capital da KPMG no Brasil, afirmou que o Brasil já é considerado um dos principais polos globais de empreendedores diferenciados com alto potencial de sucesso, e os fundos de venture capital e private equity tem viabilizado esses negócios.

    Fonte: Folha

    Fusões e Aquisições

    Últimas Notícias

    Microsoft vai fechar LinkedIn na China

    A Microsoft está desativando as operações da rede social LinkedIn na China, quase sete anos após seu lançamento e...

    IHS vale US$ 7 bi no IPO do 5G

    A IHS Towers começou a negociar hoje em Nova York depois de um IPO que avaliou a maior provedora...

    Veja outras matérias