segunda-feira, janeiro 25, 2021
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    O que é a agricultura regenerativa — e por que a Danone investiu nisso

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    A construção de solos saudáveis ​​em escala global é uma das melhores maneiras para evitar o avanço das mudanças climáticas. O caminho para isso é a agricultura regenerativa, que tem como princípio básico a proteção e o não esgotamento de recursos naturais do solo, eliminando o uso de agrotóxicos e pesticidas e criando um ambiente sustentável para o cultivo de alimentos.

    O tema foi debatido durante um evento promovido pela Danone nesta sexta, 4 — véspera do Dia Mundial do Solo. O debate reuniu o diretor de operações da empresa, Henri Bruxelles e representantes de instituições como a World Wide Fund for Nature (WWF), a Comissão Europeia e também de projetos como o Kiss The Ground. Também estiveram presentes representantes de associações de produtores rurais dos Estados Unidos.

    O termo foi criado pelo americano Robert Rodale e se refere à uma técnica de plantio que busca produzir enquanto recupera a degração do solo, sem fazer uso de recursos externos para aumentar a produtividade, por exemplo, os agrotóxicos.

    “Temos um modelo que oferece prosperidade aos produtores, reverte o aquecimento global sequestrando o carbono, facilita o acesso a alimentos saudáveis reduzindo o uso de pesticidas e fertilizantes e ao mesmo tempo amplia a biodiversidade e conecta as pessoas à natureza”, diz Finian Makepeace, cofundador do Kiss The Ground, projeto de conscientização sobre a agricultura regenerativa que já incentivou 5.000 produtores rurais a realizar a transição de seus modelos de produção.

    “É sobre pensar em como sustentar os benefícios para o meio ambiente, ao mesmo tempo que oferecemos aos produtores rurais de todo o mundo e de diferentes cenários e contextos, a chance de regenerar sua terra para retomar a função social novamente”, diz.

    Para salvar o planeta das mudanças climáticas, a lógica da agricultura regenerativa é simples: com solos limpos e férteis, a captura de carbono da atmosfera se torna mais fácil. Um solo regado a fertilizantes e agrotóxicos é incapaz de extrair o componente na quantidade necessária para reverter o aquecimento global causado pelas emissões e pelo desmatamento.

    Melissa Ho, vice-presidente de água e alimentação da WWF nos Estados Unidos, diz que o envolvimento na propagação do modelo regenerativo também é de responsabilidade de empresas e governos, e não apenas do segmento agricultor. “O setor de alimentação é onde devemos focar em fazer melhor”, diz. “Esse é um assunto que vai muito além do setor de agricultura, e corporações e instituições públicas sabem disso”, diz.

    Danone e agricultura regenerativa

    “A agricultura e a natureza são o coração do que oferecemos aos consumidores e à sociedade. A agricultura define a maneira como cultivamos nossos ingredientes, além de representar a maior parte de nossas emissões de carbono”, diz Bruxelles, da Danone. Segundo Bruxelles, o modelo de agricultura usada na próxima década vai determinar os limites da existência humana na sociedade, e a empresa está comprometida no engajamento a produtores e órgãos governamentais para ampliar a agenda da regeneração dos solos.

    Como uma empresa de alimentos, a Danone acredita que priorizar a agricultura regenerativa como modelo de negócios é a resposta para manter as operações no futuro. Para as empresas, a agricultura regenerativa oferece um jeito de criar ecossistemas saudáveis e duráveis e proteção contra imprevisibilidades. “É nesse modelo que se cria resiliência e se conecta consumidores por meio do crescimento constante de nossas marcas”, diz Bruxelles.

    Nos Estados Unidos, a Danone deseja facilitar a transição de mais de 75.000 acres para os modelos regenerativos, engajando cerca de 50.000 produtores ligados diretamente à cadeia produtiva da Danone, ou seja, fornecedores oficiais da companhia. A marca afirma que, até 2025, 100% dos ingredientes cultivados na França seguirão o novo modelo produtivo.

    No México, a empresa também tem uma parceria com o Walmart Foundation, que objetiva regenerar a produção de morangos. O projeto já resultou, segundo o executivo, em 30% de ganho na receita de agricultores.

    A Nestlé é um outro exemplo de empresa que acredita na agricultura regenerativa. Para atingir a meta de reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2025, a companhia incentiva 500.000 agricultores e 150.000 fornecedores a adotar tais práticas, e, enquanto isso, compram os alimentos produzidos por eles em maior quantidade e por um peço mais alto. Com essa e outras iniciativas, a empresa irá investir mais de 3 bilhões de dólares contra as mudanças climáticas nos próximos cinco anos.

    A preferência dos consumidores por produtos ligados à uma produção sustentável é um dos principais propulsores para a escalada da agricultura regenerativa. Na Europa, 22% dos consumidores transformaram seus hábitos de consumo em busca de produtos orgânicos e naturais durante a pandemia. Mais tecnologia e apoio estrutural por parte das grandes empresas também deve acelerar a adesão ao modelo. “É preciso assistência tecnológica, incentivos financeiros e incentivos de mercado. Plataformas de dados podem ajudar na tomada de decisão e, mais do que isso, precisamos de sinais do mercado de que as grandes empresas validam isso e que estão aptas a ajudar os produtores a chegar lá“, diz Melissa, da WWF.

    O acesso à tecnologia vai facilitar a transição para os sistemas regenerativos. No Brasil, startups se mobilizam para encurtar a distância entre as cadeias de produção e o plantio orgânico em escala, banindo, cada vez mais, o uso de produtos químicos.

    Fonte: Exame

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