quarta-feira, dezembro 2, 2020
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    Olist, marketplace de marketplaces, recebe novos R$ 310 mi do SoftBank

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    O Olist, startup paranaense que conecta pequenos lojistas a grandes marketplaces como Magazine Luiza, Americanas e Mercado Livre, acaba de receber 310 milhões de reais em uma rodada série D liderada pelo conglomerado japonês SoftBank.

    No final de 2019, a startup já havia recebido 190 milhões de reais do fundo. Paulo Passoni, sócio do SoftBank, diz que o segundo investimento demonstra a confiança no trabalho do Olist.

    “Temos o prazer de apoiar a equipe de gestão extremamente talentosa e orientada por dados do Olist enquanto eles perseguem sua missão, e estamos empolgados com as vastas oportunidades que a empresa têm pela frente”, afirma o investidor.

    Além do SoftBank, participaram da rodada atual os fundos Valor Capital; Península Investimentos; VELT Partners; FJ Labs; e o investidor Kevin Efrusy, um dos primeiros a apoiar o Facebook.

    O investimento ocorre num ano de crescimento atípico para o e-commerce brasileiro. As vendas devem crescer 30% na comparação com 2019, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Dos 117 bilhões de reais que o comércio eletrônico deve faturar em 2020, cerca de 45% virão dos marketplaces. Há três anos, a fatia era de 24%.

    Esse crescimento dos marketplaces beneficiou o Olist, que irá usar o capital recebido para acelerar seu crescimento. A empresa afirmou que vai investir em tecnologia, novos produtos e em fusões e aquisições.

    A estratégia já está em jogo. A startup aproveitou o anúncio do aporte para comunicar que comprou a operação da Clickspace, empresa especializada em soluções para marketplace e comércio via canais sociais. “A Clickspace é uma empresa excelente e tem serviços e uma missão bem alinhados com os nossos”, diz Tiago Dalvi, fundador e presidente do Olist.

    O caminho até os R$ 310 milhões

    Tiago Dalvi é um empreendedor nato. Aos 19 anos, abriu sua primeira loja de artesanato em shopping center. Logo, percebeu que teria uma oportunidade maior se oferecesse os produtos dos artesãos para grandes empresas como Renner, Tok&Stok e Walmart.

    Na época, entre 2008 e 2011, trabalhar com distribuição para varejistas era um processo muito difícil e pouco tecnológico. Buscando novas formas de vender, Dalvi foi para os Estados Unidos fazer um programa de cinco semanas no Colorado (Estados Unidos), chamado Unreasonable Institute. Lá, aprendeu como a tecnologia poderia ser uma alavanca para o crescimento das empresas.

    De volta ao Brasil, transformou sua loja num marketplace. Dalvi conta que não teve muita dificuldade para atrair os lojistas, mas sim para atrair compradores. Na época, seu marketplace disputava espaço com grandes nomes do mercado, como B2W e Via Varejo, que estavam começando a fortalecer seus espaços de venda de produtos de terceiros.

    Foi durante uma aceleração na americana 500 Startups, em 2014, que o empreendedor decidiu deixar de ter o próprio marketplace para se tornar o intermediário entre lojistas e essas grandes plataformas de revenda. Foi aí que surgiu o modelo atual do Olist, que funciona como um “marketplace dentro dos marketplaces”.

    O pequeno lojista não precisa entender como os vários marketplaces brasileiros funcionam, só precisa entrar no site ou no aplicativo da Olist, realizar um cadastro e publicar seus produtos. A startup se encarrega de cadastrá-los em todos os sites, gerir o catálogo, definir preços e organizar o atendimento e as devoluções. Para os compradores, na ponta, parece que o Olist é o vendedor dos itens.

    Sobre as vendas, a startup cobra uma comissão que varia de 19 a 21% — a depender do plano escolhido. No plano Olist Pro, as empresas pagam mensalidade de 250 reais ao mês, mais a taxa de adesão de 499 reais, e tem comissão de 19% por pedido. No Olist Lite, não há mensalidade ou taxa de adesão, mas as comissões são de 21% e a empresa não tem acesso à consultoria de vendas e ao plantão de atendimento para clientes.

    Nova plataforma na pandemia

    No começo da pandemia, o Olist criou uma ferramenta para ajudar os pequenos comerciantes que não tinham experiência com venda online. Como uma vitrine virtual, nasceu o Olist Shops.

    Em três minutos, o lojista consegue cadastrar produtos e compartilhar o link de sua vitrine pelas redes sociais. Pela plataforma, ele consegue também enviar um link de pagamento e emitir nota fiscal. O serviço cresceu muito, chegando a 23.000 usuários em 108 países de março a agosto.

    Com os 310 milhões, a startup vai ter fôlego para investir mais na ferramenta, adicionando novas funcionalidades, e fidelizando um público de vendedores que é complementar ao que usa o serviço tradicional do Olist.

    Fonte:Exame

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