quarta-feira, dezembro 2, 2020
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    Stone já tem R$ 500 mi reservado para investir na expansão da Linx

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    A Stone já tem reservado 500 milhões de reais para investir na Linx, depois que assumir o negócio. Basicamente, tudo para acelerar desenvolvimento de produtos. “Essa é a beleza da Linx dentro da Stone: o que nós, com nosso tamanho, podemos fazer pelo crescimento do negócio”, afirma Thiago Piau, em entrevista exclusiva ao EXAME IN. “Mas antes vamos entender as potências da companhia.”

    Entre o anúncio de um acordo preliminar com a Linx e a aprovação da aquisição, por 6,7 bilhões de reais, a Stone teve valorização superior a 35% na Nasdaq, onde listou suas ações há dois anos. O valor de mercado da empresa saiu de aproximadamente 85 bilhões de reais para mais de 110 bilhões de reais.

    Quando questionado sobre esse marco, Piau é categórico em afirmar que não é sua preocupação, pois não faz gestão pensando no curto prazo. “Temos mapeados, três anos à frente do negócio”, ainda que reforce acreditar num valor bastante superior para o futuro.

    Nem Stone, nem Linx fazem grandes alardes sobre seus investimentos. Em tecnologia, o número é estratégico. Mas o valor é significativo para a realidade de qualquer uma das duas empresas. O demonstrativo de fluxo de caixa da Linx registra 230 milhões de reais em investimentos nos nove primeiros meses deste ano, e o da Stone, pouco menos de 500 milhões de reais, excluídas as compras de participações em companhias parceiras e a própria previsão de aquisição da Linx.

    “Para nós, é basicamente dobrar o investimento anual”, diz Piau.  Ainda em agosto, logo após anunciar a proposta, a Stone captou 1 bilhão de dólares. A companhia terminou setembro com cerca de 10,4 bilhões em caixa e investimentos de curto prazo, já preparada para o pagamento da operação — cerca de 6 bilhões de reais será em dinheiro.

    Enquanto aguardam o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), as duas empresas podem trocar informações dentro de limites estabelecidos para essas situações. “Tem todo o trabalho do clean team para facilitar a integração, quando ela puder ocorrer”, diz. “Contratamos a McKinsey para ajudar nessa etapa.”

    Piau acredita que poucos conhecem o varejo brasileiro como a Stone. “Essa é nossa paixão.” A companhia é reconhecida por ter apostado no Brasil profundo para crescer. Tem uma participação de mercado da ordem de 10% no mercado de adquirência (maquininha de cartões) e de 2% de serviços financeiros. “A carência desse mercado por soluções de software e digitais é enorme”, de acordo com o executivo.

    Ele explicou que a Stone hoje já oferece três verticais de produtos: as soluções de software e a frente digital; a adquirência, e toda gama de produtos verticalizada (full commerce). Quando a Linx puder ir para dentro do negócio, essa vertical completa vai representar cerca de 15% da operação, mas com potencial de alcançar 30%.

    Entre as soluções possíveis, exemplificou com a recorrente busca de prazo do varejo com seus fornecedores. “Com uma solução integrada, eu posso dar visibilidade de informações e usar parte dos recebíveis como garantia. Muitas vezes o varejista não tem uma contabilidade perfeita, mas tem saúde financeira. Quando eu abro um pouco mais de informação para o fornecedor e dou garantias, é possível ter mais prazo, sem que isso signifique aumentar o risco de crédito.”

    Atualmente, de acordo com ele, quase não há sobreposição de clientes. A Stone sempre foi dedicada ao atendimento da pequena e média empresa de varejo, enquanto a Linx se voltou para clientes maiores. Agora, o objetivo da Stone é também mirar o mercado de companhias de grande porte.

    Mas a missão mesmo é ser a maior no mercado de pequenas e médias dentro de cinco anos. “A Stone não é mais uma companhia de adquirência, apenas. Somos um negócio de serviços financeiros”, aponta, lembrando que a estratégia de aquisições de empresas de software começou já tem 18 meses. Depois da Linx, o apetite para próximas segue alto.

    Fonte: Exame

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