quarta-feira, junho 23, 2021
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    Volkswagen receberá US$ 351 milhões em acordo com ex-executivos relacionado a escândalo de emissões

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    A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (9) acordo com ex-executivos, que fará com que a montadora alemã receba 288 milhões de euros (US$ 351 milhões) em compensações relacionadas ao escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes.

    O acordo veio no mesmo dia em que os promotores de Berlim acusaram o ex-presidente-executivo do grupo Martin Winterkorn de dar falso testemunho ao parlamento alemão quando disse que não sabia que a montadora havia manipulado os testes de motores a diesel antes de se tornarem públicos.

    Winterkorn deixou o cargo em setembro de 2015, uma semana após estourar o escândalo – no qual o grupo admitiu o uso de software ilegal para fraudar testes de motores a diesel nos Estados Unidos.

    O escândalo custou à empresa mais de 32 bilhões de euros em reparos de veículos, multas e custos judiciais e estimulou o grupo a lançar um grande investimento em carros elétricos. A empresa inicialmente atribuiu o escândalo a um pequeno número de engenheiros.

    O acordo anunciado nesta quarta-feira consiste principalmente em um pagamento de 270 milhões de euros de seguros de responsabilidade de diretores e executivos (D&O). E ainda precisa ser aprovado na assembleia geral anual do grupo em 22 de julho.

    Um porta-voz de Winterkorn se recusou a comentar as acusações feitas contra ele pelos promotores de Berlim.

    A Volkswagen disse no final de março que reivindicaria indenização de Winterkorn e Rupert Stadler, ex-chefe da Audi, por violações do dever fiduciário.

    A Volkswagen concluiu que Winterkorn violou seu dever ao não esclarecer completa e rapidamente as circunstâncias por trás do uso de funções de software ilegais em alguns motores a diesel vendidos na América do Norte entre 2009 e 2015.

    Como parte do acordo, Winterkorn e Stadler pagarão 11,2 milhões e 4,1 milhões de euros, respectivamente.

    O ex-membro do conselho da Audi Stefan Knirsch fez acordo para pagar 1 milhão de euros, e o ex-membro do conselho da Porsche, Wolfgang Hatz, vai desembolsar 1,5 milhão, disse a Volkswagen.

    Fonte: G1

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