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53% das PMEs afirmam poder sobreviver apenas seis meses com a crise

O estudo foi conduzido pela empresa Capterra com pequenos negócios brasileiros entre os dias 19 e 21 de maio

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus afetou drasticamente o faturamento das pequenas e médias empresas brasileiras. Novo estudo conduzido pela empresa de software Capterra, do grupo Garner, descobriu que 53% dos negócios resistirão sob as atuais condições de mercado por até seis meses. Outros 25% disseram conseguir sobreviver por mais de um ano e 22%, entre seis meses e um ano.

A pesquisa ouviu 337 trabalhadores com cargos de gerência e administração de empresas brasileiras com até 250 funcionários de diversos setores do país. As entrevistas foram feitas entre os dias 19 e 21 de maio.

O tamanho da empresa influencia na percepção dos gerentes em relação à saúde do negócio. Entre as empresas com dois a dez funcionários, sobe para 59% o número de entrevistados que acreditam que o negócio será fechado em até seis meses. Entre as empresas maiores, de 11 a 50 empregados, a taxa é de 49%. Para aquelas que têm de 51 a 250 funcionários, a média é de 51%.

Segundo Lucca Rossi, analista da Capterra, a principal dificuldade das empresas nesse momento é manter as finanças em dia: 88% das PMEs entrevistadas no estudo disseram considerar importante ou muito importante aumentar o fluxo de caixa no curto prazo. Além disso 86% dos negócios acham que é vital cortar gastos e reter clientes nos próximos meses.

Para ampliar as chances de um negócio sobreviver à crise, os gestores precisam refazer planos e adaptar-se a uma nova realidade, de acordo com Rossi. “Esse panorama de mudanças constantes não é uma novidade para muitas empresas, mas tende a se acentuar com esta crise, já que ainda não sabemos quando um tratamento ou a vacina para coronavírus chegarão”, afirma o analista.

Mudança no modelo de vendas

Para sobreviver ao período, as empresas buscaram adaptar seu modelo de vendas. Segundo o estudo, 72% dos negócios passaram a oferecer produtos, serviços ou eventos online por causa do coronavírus e 43% afirmaram ter modificado ou adaptado suas ofertas.

Rossi destaca que a questão da cultura empresarial tem um papel fundamental no momento da adoção de novas tecnologias. “Empresas menos digitalizadas não se transformarão em digitais pelo simples fato de adotarem novas ferramentas. Os softwares precisam vir acompanhados de mudanças na gestão de processos e na maneira como a empresa se organiza”, diz o analista.

A pesquisa também perguntou aos gerentes e empresários quais eram suas maiores preocupações no curto prazo. “Cumprir regras locais de quarentena e distanciamento” foi a opção mais marcada pela maioria dos entrevistados como importante ou muito importante. Em segundo lugar, aparece “manter a produtividade dos trabalhadores”, seguido por “aumentar o fluxo de caixa” e “reter clientes”. Na última posição, aparece “mudar o negócio para operar digitalmente/remotamente”. 

Home office como legado

As pequenas e médias empresas reorganizaram também sua estrutura interna durante a crise. 63% dos entrevistados disseram que as empresas realocaram ou pretendiam realocar temporariamente funcionários para reagir ao momento. Outras 12% fizeram ou planejam fazer mudanças permanentes no quadro. 

Para Rossi, a adaptação às novas formas de trabalho remoto deve ser um dos principais legados da crise para as pequenas e médias empresas. “Para a maioria das PMEs, a pandemia representou a primeira experiência de gestão de equipes remotas”, diz o analista do Capterra.

Para o gestor, é um desafio aprender a gerar um ambiente de confiança mútuo. Uma pesquisa feita pelo Capterra no início do confinamento mostrou que uma das preocupações principais dos trabalhadores era a solidão e a falta de interação social provocadas pelo confinamento. “Trabalhar remotamente é um desafio porque, paradoxalmente, requer que os gestores cuidem mais dos colaboradores e escutem com mais atenção suas preocupações”, afirma Rossi. 

Fonte: Exame

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