sexta-feira, agosto 7, 2020
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    A pandemia exacerbou o estresse e as desigualdades entre homens e mulheres

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    As mulheres estão esgotadas e os chefes devem ajudar, diz diretora do Facebook

    As crises da pandemia e da economia trazem efeitos negativos sobre todos. Porém, uma nova pesquisa e sua defensora de destaque – Sheryl Sandberg, a COO (diretora de operações) do Facebook – sugere que as mulheres estão sendo mais afetadas pelas crescentes pressões do trabalho e do lar em meio a uma pandemia mortal.

    A pandemia exacerbou o estresse e as desigualdades que as mulheres que trabalham já experimentavam, disse Sandberg.

    As profissionais geralmente já trabalham em “turno dobrado” em tempos normais, passando mais tempo cuidando das tarefas domésticas e dos filhos do que os pais que trabalham. Mas, agora com as escolas fechadas e a falta de creches e assistência às crianças, as pressões aumentaram.

    “A desigualdade que sempre tivemos na balança de trabalho em casa, que invariavelmente prejudicou as mulheres nas empresas, está piorando nesse momento”, disse Sandberg. As mulheres agora estão fazendo o que ela chama de “turno duplo duplo”.

    A pesquisa mais recente do LeanIn.org, o grupo de defesa das mulheres no trabalho que ela criou, descobriu que as mulheres relatam gastar uma média de 71,2 horas por semana em tarefas domésticas e cuidados com os outros desde o início da pandemia, enquanto os homens relatam 51,5 horas.

    Essa diferença de 20 horas é “meio trabalho em período integral”, observa ela. “Isso é insustentável. Não é saudável para elas. Não é saudável para os relacionamentos delas. Não é saudável para os filhos”.

    A pesquisa, realizada on-line nos Estados Unidos em meados de abril, também descobriu que mães solteiras relatam passar mais horas por semana em tarefas domésticas, creches e cuidados com idosos do que mulheres em geral, enquanto mulheres negras e latinas passam ainda mais tempo fazendo os três trabalhos do que mulheres brancas.

    O que os chefes devem fazer

    Uma pandemia mortal parece o momento perfeito para os chefes entenderem que você está prestes a explodir e precisa de ajuda.

    “Será que dá para adiar um prazo? Você pode esperar um pouco mais? Vamos reconhecer que mesmo as pessoas que podem trabalhar em casa têm outro trabalho agora, que é cuidar dos filhos em tempo integral?”, perguntou Sandberg. “Então, será que dá para ser mais flexível naquilo que se espera e exige?”

    No entanto, uma alta porcentagem das participantes da pesquisa LeanIn.org diz que não está recebendo esse apoio. Entre os trabalhadores essenciais homens e mulheres, apenas 36% disseram que seus empregadores lhes concederam mais flexibilidade, enquanto pouco mais da metade (52%) dos funcionários que trabalham em casa relataram o mesmo.

    Apenas uma minoria de ambos os grupos (24% dos trabalhadores essenciais e 41% dos que trabalham em casa) disseram que têm um gerente ou qualquer pessoa do RH que se comunica com eles para ver como estão.

    Entre as coisas mais importantes que qualquer empregador deve fazer para as funcionárias (além de pagá-las, é claro), está a oferta de flexibilidade, comentou Sandberg. Como parte disso, ela observou que o Facebook cancelou suas avaliações regulares de desempenho durante esse período intenso. “Mostre aos funcionários que ‘sabemos que você tem mais coisas para fazer'”, disse ela.

    A executiva admitiu que a maioria dos empregadores não têm o caixa do Facebook, mas para provar que a empresa onde trabalha leva a sério a política de não sobrecarregar os funcionários agora, ela disse que todos irão receber acima do bônus regular nesse período, mesmo sem as avalições.

    Um outro ponto levantado por Sandberg é o se certificar “que os funcionários recebam a mensagem de que ‘você precisa cuidar de si e de sua família'”. E tão importante quando isso é garantir que os gestores conversem para verificar como suas subordinadas diretas estão emocionalmente.
    O que as pessoas podem fazer

    Pessoas cujos chefes não estão oferecendo o apoio de que precisam durante a pandemia certamente temem fazer reinvindicações nesse momento de grande perda de empregos – um em cada cinco norte-americanos solicitou auxílio desemprego desde meados de março.

    Sandberg sugere, portanto, maneiras mais simples de melhorar sua situação. Os colegas podem apoiar uns aos outros. Uma pessoa da equipe pode conversar com a chefia para informar que o grupo está se sentindo desamparado ou que várias pessoas se beneficiariam com um cronograma mais flexível.

    Quando uma colega precisa cuidar de um membro da família que esteja infectado, outros podem pegar um pouco do trabalho dessa pessoa para dar o espaço necessário.

    Na frente doméstica, mulheres que têm parceiros podem compartilhar seu fardo: “Este é o momento de se sentar com seu parceiro, de ter essa conversa franca e de tentar obter mais igualdade no lar. Sei que é difícil chegar lá, mas as mulheres precisam, porque não podem fazer esse turno duplo duplo para sempre”, opinou.

    O bem que pode vir dessa crise

    Com a enxurrada constante de notícias terríveis, é fácil imaginar que nada de bom pode vir dessas crises gêmeas.

    Mas a diretora do Facebook espera que, pelo menos no que diz respeito aos funcionários (especialmente mulheres), a crescente conscientização sobre as rachaduras no sistema leve a algumas melhorias.

    Na sua lista de desejos está conseguir maiores salários e benefícios para as trabalhadoras essenciais com salários mais baixos, muitas delas negras e latinas.

    “Quando fizermos mudanças na força de trabalho, vamos precisar proteger nossos trabalhadores mais vulneráveis e reconhecer como realmente são fundamentais os trabalhadores essenciais”, disse Sandberg. “Os empregos [deles] sempre foram tão valiosos, e esta será a hora de vermos isso e, tomara, enxergarmos como a sociedade pode encontrar uma maneira de aumentar [seus] salários”.

    Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2020/05/08/as-mulheres-estao-esgotadas-e-os-chefes-devem-ajudar-diz-diretora-do-facebook

    Foto: Sheryl Sandberg, diretora de operações (COO) do Facebook

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