sexta-feira, maio 20, 2022
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    Fleury compra centro de saúde Saha

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    No trimestre, grupo teve receita recorde, mas sentiu pressão de custos nas margens e resultado líquido

    O grupo Fleury acaba de anunciar receita recorde no primeiro trimestre e sua primeira aquisição de 2022. A companhia fechou a compra do centro de saúde Saha por R$ 120 milhões, fortalecendo a atuação em infusões de medicamentos imunobiológicos e cirurgias de baixa complexidade. Com unidades na Bela Vista e em Osasco, o Saha faturou R$ 156 milhões em 2021.

    Segundo a companhia, o negócio é parte da estratégia de oferecer serviços complementares aos pacientes de sua rede de medicina diagnóstica. O Saha foi fundado em 2004 e tem hoje uma estrutura de cinco salas cirúrgicas, 30 leitos e espaços dedicados a infusões de medicamentos, em especial para pacientes crônicos, com doenças reumatológicas e neurológicas — serviços que o próprio Fleury também oferece em sua rede.

    “Estamos reafirmando nossa presença como um player relevante, investindo em ativos que agreguem na integração da jornada do indivíduo”, disse Jeane Tsutsui, CEO do grupo Fleury, ao Pipeline. No ano passado, o grupo também ampliou presença no segmento de oftalmologia e ortopedia.

    M&A tem sido parte relevante da estratégia da companhia. Foram 14 aquisições nos últimos cinco anos – seis deles no ano passado, com investimento de R$ 900 milhões. “Conforme a gente vai construindo um ecossistema, vai gerando mais valor. Tem uma sinergia muito óbvia entre os negócios que é a eliminação das redundância do backoffice e uma alavancagem em termos de fornecedores”, avalia o CFO Jose Antonio Filippo. “Ao mesmo tempo, temos o cuidado de investir em sistemas e processos para que as aquisições cheguem e rapidamente possam se conectar, serem integradas.”

    No primeiro trimestre, o grupo Fleury registrou o maior faturamento de sua história para o período de três meses, alcançando R$ 1,17 bilhão em receita bruta — 21,7% a mais do que no mesmo período do ano passado e 52% acima do primeiro período de 2020, ainda sem o impacto da pandemia. O grupo sentiu, no entanto, o aumento da pressão de custos.

    O lucro líquido de R$ 110 milhões veio um pouco abaixo no comparativo anual, com uma queda de quase 7%. Também a margem Ebitda veio 1,9 p.p. abaixo, em 30% — embora ainda “muito saudável”, ressaltam os executivos —, e 2 p.p. acima do mesmo período de 2020. A geração de caixa operacional ficou em R$ 62,7 milhões, menos da metade dos R$ 199,2 milhões no mesmo período do ano passado.

    O CFO reforça que o resultado foi positivo e atribui a performance reduzida ao deferimento do imposto de renda deslocado do ano passado e à distribuição de PLR. Outros fatores que influenciaram foram o aumento do investimento em capex, com a área de TI, e esforços para melhorar o capital de giro.

    “Esse resultado comprova nossa disciplina na execução, nosso foco em reforçar esse ecossistema. Prova disso é o crescimento de 18,6% nas receitas da marca Fleury, um grupo com 96 anos de história que só cresce em participação de mercado”, comemora a CEO. Em São Paulo, a rede de medicina diagnóstica alcançou 51% de market share no primeiro trimestre de 2022.

    Fonte: Pipeline Valor

    Fusões e Aquisições

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