terça-feira, outubro 20, 2020
Outros

    Setor de serviços tem primeira alta no país desde o início da pandemia

    Em Destaque

    Mercado reduz previsão para crescimento da economia brasileira no próximo ano

    Depois de 20 semanas parada em 3,50%, a mediana das projeções do mercado para o crescimento da...

    A origem da Ant, candidata a maior IPO da história, e sua guerra com Trump

    O Ant Group, divisão financeira do gigante chinês Alibaba, é uma das fintechs mais valiosas do mundo,...

    Fontes renováveis já são mais baratas na maioria dos países, diz Bloomberg

    As energias eólica e solar são a forma mais barata de eletricidade nova na maior parte do...

    Desde o início da pandemia da Covid-19, o setor de serviços vinha em queda e, após seis meses de baixa, apresentou aumento pela primeira vez. A alta de setembro foi registrada pelo PMI Serviços da consultoria inglesa IHS Markit. O índice, divulgado nesta segunda-feira, ficou em 50,4 no mês de setembro, ante 49,5 em agosto – quando está acima de 50, significa que o setor está em expansão. Um dos principais motivos da alta apontados pelas empresas com maior expansão está o afrouxamento do isolamento social e a reabertura dos estabelecimentos. O setor de serviços é que tem maior peso no PIB nacional.

    Apesar da expansão, algumas empresas alegaram que ainda sofrem com a baixa procura pelos serviços e alto desemprego, tendo assim de encerrar contratos. Apesar da boa notícia, ela pode trazer consigo um efeito colateral que deve ser monitorado de perto: a inflação, que vem sendo relativamente controlada principalmente devido à dificuldade de retomada do setor de serviços e o fato de ele não repassar os seus custos para o consumidor.

    De acordo com a IHS Markit, o custo das empresas aumentou bastante ao longo do ano, pressionado principalmente devido à alta inflação, a mais significativa em praticamente quatro anos. Entre os mais altos estão energia elétrica, alimentação, combustível, materiais de higiene e EPIs. As empresas brasileiras ouvidas pela pesquisa, já impactadas pelo desemprego e a diminuição da renda da população, optaram por não repassar os custos aos clientes, o que prejudicou os negócios e elevou a taxa de demissões. Apesar da redução no número de postos de trabalho, ela é a mais baixa desde março. Outra questão apontada pela pesquisa é o atraso nos pedidos, o maior desde março de 2007. “Os dados de PMI de setembro destacaram sinais hesitantes de uma recuperação no setor de serviços do Brasil, após seis meses consecutivos de contração devido à pandemia da Covid-19. É agradável ver um novo aumento na atividade de negócios, mesmo que muito pequeno, e aumentos consecutivos nas entradas de novos negócios”, disse Pollyanna De Lima, diretora econômica da IHS Markit.

    Além disso, o setor privado teve um aumento pelo segundo mês consecutivo, incentivado pelo crescimento da produção industrial e a recente expansão do setor de serviços. O Índice Consolidado de dados de Produção em setembro, uma média entre os índices comparáveis para o setor industrial e o de serviços, foi de 53,6, ante 53,9 em agosto. Houve um crescimento evidente nos novos negócios agregados. O crescimento do emprego na área da indústria de produção foi diferente do setor de serviços e se expandiu. A inflação no setor privado também foi alta, a terceira maior desde março de 2007, e aumento recorde nos preços de fábrica.

    Recuperação mundial

    Nos Estados Unidos, o setor de serviços se recupera mais rapidamente que no Brasil. Dados divulgados hoje mostraram que o PMI de serviços nos Estados Unidos em setembro foi de 54,6, ligeiramente abaixo dos 55 registrados no mês anterior, mas ainda assim uma recuperação forte. Os novos negócios foram os principais responsáveis por essa recuperação, com aumento da demanda de clientes estrangeiros, a segunda maior desde o início da série histórica, há seis anos. Essa alta impactou nos empregos, que teve crescimento significativo. Nos Estados Unidos o custo também aumentou, principalmente de salários, equipamentos e EPIS, mas foram repassados aos clientes. Para os próximos 12 meses, a expectativa em relação à produção americana caiu, devido à preocupação que a pandemia da Covid-19 prejudique a demanda futura.

    Já em relação ao índice composto, nos Estados Unidos ele ficou em 54,3, ligeiramente abaixo do índice de 54,6 registrado em agosto. A indústria de manufatura teve o crescimento mais rápido dos últimos 10 meses, junto com o aumento do setor de serviços, que teve a maior alta de demanda do cliente desde março de 2019. Ambos os setores, portanto, tiveram aumento na força de trabalho. Vale destacar que o índice de confiança dos empresários caiu para o menor nível em quatro meses devido à proximidade das eleições presidenciais americanas e o risco de novas ondas de Covid-19. “O sentimento sobre as perspectivas para o próximo ano escureceu significativamente, ligado às crescentes preocupações”, disse Chris Williamson, economista chefe da IHS Markit.

    Fonte: Veja

    Serviços

    Buscamos Empreendedores para parcerias.

    Foto: Moyses Samuel, Presidente do grupo Profiting. Estamos selecionando empresários, em âmbito nacional, que possuam negócios que precisam ser...

    Recuperação de tributos próprios

    Sua empresa pode melhorar o fluxo de caixa se houver créditos tributários nos últimos 5 anos.

    Há sempre possibilidades de melhorias

    "O Brasil possui excelentes profissionais de consultoria. Nesta crise é necessário muita dedicação na busca de soluções para os problemas. Em situações...

    Quanto a minha empresa perdeu de valor na Pandemia?

    Algumas empresas aumentaram seu valor na pandemia. Outras, perderam. É importante saber qual o ganho ou qual a perda nesse momento? A...

    Pré Auditoria

    A Profiting, utiliza o serviço de Pré Diligência, como procedimento básico para qualquer negociação de venda de uma empresa cliente. Com foco...

    Últimas Notícias

    Maersk quer crescer no Brasil e mira aquisições na logística terrestre

    A dinamarquesa Maersk, maior empresa de logística integrada do mundo, está de olho no mercado brasileiro e...

    BR Malls estuda combinação parcial de negócios com Ancar

    A BR Malls informou nesta segunda-feira que realiza estudos preliminares sobre uma possível combinação parcial de negócios...

    Veja outras matérias