sábado, dezembro 4, 2021
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    Carne brasileira é alvo de protecionismo e desinformação nos EUA, diz CNA

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    Produtores nos Estados Unidos adotam postura protecionista em relação à carne brasileira ou estão desinformados sobre a qualidade desse produto. A afirmação é da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em resposta ao pedido NCBA, a poderosa federação dos produtores norte-americanos, para impedir a entrada de carne brasileira no país

    Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), a CNA afirma que o Brasil cumpriu todos os trâmites da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) para tratar dos dois casos atípicos de vaca louca no país e não há embasamento técnico para a restrição defendida pela NCBA (Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos).

    A tentativa de boicote do produto brasileiro foi antecipada pela coluna Vaivém das Commodities da Folha.

    A mobilização nos Estados Unidos ocorre após China suspender embarques do Brasil, numa ação que surpreendeu o governo brasileiro e os produtores nacionais.

    Na tentativa de impedir a importação da carne brasileira, a NCBA alega que o Brasil não tem agilidade para comunicar problemas sanitários à OIE. A entidade cita os dois casos atípicos de vaca louca que ocorreram em Minas Gerais e em Mato Grosso.

    A vaca louca atípica é desenvolvida no organismo do animal, de forma espontânea, principalmente nos mais velhos. Nesse caso, o risco de contágio é restrito. A vala louca típica, por sua vez, pode ser desenvolvida a partir da ingestão de alimento contaminado (principalmente os de origem animal, que é proibido no Brasil), o que gera risco para todo o rebanho.

    Na nota, a CNA reafirma que não houve qualquer caso de forma típica de vaca louca no Brasil, tanto que OIE não notificou o país sobre qualquer irregularidade. A CNA ainda reforça que, graças ao trabalho do governo brasileiro, o país tem forte sistema de defesa sanitária status e é zona livre de doenças como a febre aftosa.

    “O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, comercializando o produto in natura para mais de 100 países. Esse número reforça afirmativa de que cumprimos todas as exigências sanitárias firmadas pelos países que importam nosso produto.”

    A CNA afirma ainda que nunca houve nenhum caso típico de vaca louca, diferente dos EUA, que apresentaram três casos da doença em 2003, 2005 e 2012.

    Leia a íntegra da nota.

    Com relação ao pedido da Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos (NCBA), encaminhado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para impedir a entrada da carne brasileira no mercado norte-americano temos que:

    O Brasil nunca teve qualquer caso de forma típica da Encefalopatia Espongiforme Bovina, o mal da vaca louca;

    A legislação brasileira proíbe o uso de qualquer proteína animal para alimentação bovina, única causa de contaminação da doença pelos animais;

    Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos apresentaram três casos típicos da doença nos anos de 2003, 2005 e 2012;

    Em relação aos casos atípicos da vaca louca, o Brasil cumpriu todos os trâmites exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE);

    A OIE não notificou o Brasil sobre qualquer ação irregular cometida pelas autoridades sanitárias nacionais;

    O Brasil tem um forte sistema de defesa sanitária, graças ao trabalho do governo brasileiro, em conjunto com os produtores rurais. O trabalho é reconhecido pela própria OIE, que nos últimos anos concedeu ao Brasil o status de zona livre de doenças como a febre aftosa e de risco insignificante para a vaca louca;

    O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, comercializando o produto in natura para mais de 100 países. Esse número reforça a afirmativa de que cumprimos todas as exigências sanitárias firmadas pelos países que importam nosso produto.

    Diante deste contexto, entendemos que, ou a NCBA está desinformada ou adota a postura protecionista com viés econômico e sem nenhum caráter sanitário.

    A CNA condena qualquer medida arbitrária que vá contra os pilares do comércio internacional. Assim, repudia a conduta adotada pela entidade americana.

    Fonte: Folha

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